segunda-feira, 12 de outubro de 2020
PERSEGUIÇÃO POLÍTICA: Autoritarismo e censura intelectual
sábado, 10 de outubro de 2020
ENTREVISTA: Professora Anjinha fala sobre a esquerda e o apoio ao Cidadania
Ângela Maria Silva, ou simplesmente Anjinha, nasceu em Japaratuba, aos 13 anos migrou para São Paulo em busca de trabalho. Morou 5 anos em Mossoró/RN, onde cursou a graduação em Matemática, em 2003 retornou para Japaratuba, em 2004 ingressou via concurso público nas redes municipal e estadual de ensino e em 2008 iniciou sua participação na politica local.
Professora e militante política, Anjinha é a quarta entrevistada do blog, Confira as 10 principais perguntas dessa conversa.
Entrevista
1. Como professora e política de destaque em Japaratuba, qual o diagnóstico atual da educação em nosso município? O que está dando certo e o que precisa melhorar?
Então, como disse, mudar o cenário político do nosso
município não é uma tarefa fácil. Somos herdeiros de séculos de
dominação, e algumas práticas já estão
enraizadas, o município não se desenvolveu o suficiente para proporcionar
independência financeira à maioria da população e esse é, sem dúvida, o fator que mais contribui para que o poder econômico continue dominando
a politica local. Só a educação pode transformar essa cultura!
Sim, acredito que aos poucos, as pessoas vêm se conscientizando de que a corrupção é o grande mal que precisa ser combatido e as redes sociais sem dúvida têm desempenhado um importante papel nessa mudança de comportamento!
Nesse pleito, por causa da pandemia, não estou participando como militante política, apenas como eleitora, mas, historicamente os ideais de sociedade do PT e do PSOL sempre foram parecidos, e a união é justamente com o objetivo de fortalecer a esquerda e a esperança é consolidar um governo democrático que seja capaz de atender os principais anseios da população!
A decisão de não lançar meu nome nesse pleito foi motivada pela
pandemia. Sou do grupo de risco, por isso preferi me resguardar! Ainda adolescente me interessei pela política porque
é ela quem pode promover transformações em nossas vidas, assim, mesmo não sendo
candidata, acho importante continuar engajada na luta e vejo no pessoal do
CIDADANIA o broto da semente que fora lançada lá atrás por pessoas abnegadas
como seu Gilberto que também foi para mim uma inspiração e a mensagem que deixo para eles, é que sigam em frente de cabeça erguida pois
aqueles que têm coragem de correr atrás
dos seus sonhos já são vencedores!
quarta-feira, 30 de setembro de 2020
BARGANHA POLÍTICA: O comércio de votos
Como se dá a barganha no processo eleitoral, sem o uso imediato da máquina pública?
A barganha no processo eleitoral com o uso da máquina pública?
Como funciona a barganha durante o mandato eletivo?
Quais os principais objeto de troca?
sexta-feira, 25 de setembro de 2020
ENTREVISTA: Lealdo Melo fala sobre a militância jovem e política em Japaratuba
De forma descontraída e espontânea o blog bateu um papo com Lealdo Melo que além de Educador Social é político e através de sua postura questionadora nos concedeu alguns recortes do seu pensamento sobre a militância jovem e política em Japaratuba.
Histórico
José Lealdo Santos Melo, ou simplesmente Lealdo Melo, nasceu no Povoado Pororoca, município de Japoatã. Mora em Japaratuba desde 1986, é filho de Maria José Santos (Carmozita) e José Melo. Fez o ensino fundamental no Grupo de Dona (1ª a 4ª serie) e na época Escola de 1º Grau Senador Gonçalo Rollemberg (5ª a 8ª série), Ensino Médio No José de Matos.
Fez parte do Grupo de Jovens JASF, foi Conselheiro Tutelar e hoje é Educador Social no município de Carmópolis.
Acredita que seu interesse por política surgiu por conta da fase como conselheiro tutelar, assim como o grupo de jovens também influenciou (apesar de não ser um grupo de política propriamente dito). Ainda fez parte do “Tô de Olho", depois "montamos" o Ação Participativa, foi no Ação que "decidimos" ingressar na vida politico partidária.
Confira as 10 principais perguntas desse papo com Lealdo Melo:
1. O seu nome começou a se destacar ou ter maior publicidade na sua fase de conselheiro tutelar. O processo de eleição e exercício do cargo mudou muito de lá para cá? Quais as dificuldades e as novas perspectivas?
Na época que me candidatei ao cargo de conselheiro tutelar, as dificuldades para conseguir se eleger já existiam, famílias mais influentes saiam em vantagem com relação aos demais, mas comparando aos dias de hoje a diferença é gritante. Quando concorri, a nossa desvantagem se dava apenas por não ter um transporte para buscar eleitores nos povoados, existia a influência político/partidária mas era bem irrisória.
2. Você já fez parte de diversos grupos e movimentos. Um deles foi o JASF. De que forma essa participação nesse grupo contribuição para sua personalidade atual?
Foi no JASF onde tive as primeiras oportunidades de estar com pessoas de várias classes, gêneros e opiniões de diferentes da minha, ainda tínhamos oportunidades de encontrar diversos jovens de diversas regiões do nosso estado e de estados vizinhos. Sem sombra de dúvidas o JASF ajudou muito em minha formação como pessoa.
3. E o grupo de jovens, até que ponto podemos nos chamar de “jovens” e qual a importância de se reunir para debater os temas importantes sejam eles políticos ou não?
Atualmente estou com 44 anos mas não sinto o peso da idade, apenas vivo, e ser jovem é um estado de espírito, semelhante a estar mal ou bem, e como sempre estive em meio aos jovens e continuo, pois trabalho com crianças e adolescentes, certamente isso renova a minha juventude diariamente.
A reunião para discutir assuntos pertinentes aos nossos dias é de primordial importância, em um tempo onde o acesso à informação é muito fácil, só precisamos fazer com que as pessoas voltem a acreditar, pois a falta de interesse se dá por conta de quem lidera alguns grupos, pois estes o fazem por interesse particular e não coletivo.
4. O “Tô de olho” é uma página no Facebook onde seus editores publicam matérias relacionadas a fiscalização da coisa pública. Quando você fez parte, qual (is) o (s) critério para seleção das matérias?
Eu não fiz parte da fundação do grupo, cheguei a coisa já estava funcionando, as postagens não passavam por uma seleção, dependia do problema que aparecia e quanto esse problema afetava a vida das pessoas, mas estávamos em evolução, várias reuniões aconteceram, inclusive chegamos a criar uma comissão para virarmos uma associação e ter mais peso em nossas ações, mas infelizmente não progrediu, o grupo foi descontinuado e depois formamos o “Cabacinha é Nossa” e na sequência o “Ação Participativa”.
5. Segundo você citou, o “Ação Participativa” foi a porta de entrada para a política partidária. Quais os desafios para os novos partidários em um “sistema político” desacreditado pela população, por conta de inúmeros casos e denúncias de corrupção?
O desafio é fazer com que as pessoas tenham vontade de querer fazer parte, e nesse contexto não podemos colocá-las apenas como vítimas, algumas vezes elas são cúmplices dos desmandos praticados por políticos corruptos.
O Ação Participativa surgiu como uma forma de participar da vida política do município sem envolvimento partidário, e foi muito produtivo, ainda conseguimos alterar a lei orgânica do município que antes não permitia projetos de lei de iniciativa popular.
6. O seu ingresso na política foi já na oposição. Qual a sua avaliação sobre a gestão atual nos quesitos: educação, saúde, assistência social e geração de emprego e renda?
A gestão atual é uma sucessão de erros, e o fato de não fazer parte dela não quer dizer que não diria caso houvesse acertos, mas não existem projetos políticos que beneficiem a população, existe sim um projeto de perpetuação no poder. Sem querer traçar uma opinião pessimista, não vejo progresso em nenhuma das áreas que foram citadas acima, algo que salte aos olhos.
7. Sobre a questão cultural. Existe uma gestão de cultura que de fato valoriza as tradições municipais ou apenas dá manutenção nas “festas” do povo?
Ainda não tivemos uma secretaria de cultura, temos uma secretaria para organizar festas, a questão cultural está muito distante da visão deles, muita coisa precisa ser revista, a exemplo do nosso festival de artes e o festival de poesia, ambos estão defasados, precisamos parar de criar coisas para inglês ver, as ações precisam ser voltadas para a melhoria e valorização das nossas manifestações, do que adianta dizer que somos celeiro da cultura, se as nossas tradições são lembradas apenas em um período do ano?
8. Em eleições municipais, principalmente em cidades do interior, há uma polêmica sobre o uso do poder econômico para influenciar no voto. Você concorda?
Infelizmente concordo, pois realmente existe e já estamos vivenciando esse momento, mas aos poucos a população está criando consciência, e temos exemplos de pessoas que abusaram do poder econômico e não obtiveram êxito.
9. A fiscalização do uso dos recursos públicos tem sido uma espinha de garganta para a maioria dos políticos. Qual a sua opinião sobre a receptividade dos políticos e dos cidadãos em relação à divulgação dos documentos sobre o uso dos recursos públicos?
A receptividade negativa dos políticos com relação a divulgação desse documentos já é esperada, principalmente aqueles que não presam pelas boas práticas, mas soa mais frustrante quanto a receptividade dos cidadãos, pois estes deveriam abraçar a causa, se indignar, mas a grande maioria não buscam essas informações, e quando estas chegam até eles, não causam o impacto que deveria causar.
10. Como se deu a formação do grupo do Cidadania, partido que você preside em Japaratuba?
Nós éramos da REDE, mas o partido não conseguiu atingir a cláusula de desempenho, surgiu a ideia da fusão da REDE com o antigo PPS, hoje Cidadania, mas no final não deu certo essa fusão e a maioria das pessoas que eram da REDE aqui no estado, migraram pra o Cidadania, daí acabamos indo também, mas, no nosso caso, demorou mais que a ida dos outros. Eu me tornei presidente por necessidade, pois o nosso grupo sempre foi pequeno, daí tinha que ser nós mesmo. Eu não gosto dessas formalidades que são atribuídas aos presidentes (risos).
11. Você é pré-candidato a vereador pelo Cidadania e esse partido tem incomodado muito os correligionários da situação, principalmente, nas redes sociais. Quais as novidades do novo grupo político e as perspectivas de mudança com uma possível eleição sua?
As novidades começam com a coesão que existe no grupo, não estamos candidatos para vencer a eleição a qualquer custo, a nós pouco importa quem seja o eleito, por isso em nossas falas não temos problemas em citar o nome do outro candidato e exaltar as suas qualidades e o aprendizado que vivenciamos com o outro no dia a dia, até porque o nosso projeto não é momentâneo, ele é bem maior, a nossa ideia é trazer mais pessoas, e pessoas de boa índole e mudar a cara da política oligárquica que existe aqui.
Quanto a uma possível eleição minha, farei aquilo que falta em nosso legislativo: ser um agente fiscalizador, sei que vão dizer que uma andorinha só não faz verão, mas faz barulho.
Analisem, comentem, dê sua opinião!
sábado, 19 de setembro de 2020
ELEIÇÕES 2020: Quem é quem no ano da pandemia do coronavírus.
Com as convenções da última semana, os cenários se definem para o majoritário em Japaratuba. Estão pré-candidatos oficialmente:
Lara Moura, Rui Brandão e Dr. Paulo Afonso.
Apesar da pandemia do novo corona vírus, teremos eleições municipais, desta vez, alterada para 15 de Novembro.
2020 vem cheio de novidades, uma delas é a aliança do ex-prefeito Hélio Sobral com a atual prefeita Lara Moura. Vamos comentar sobre de cada um deles.
A aliança do ex-prefeito com a atual prefeita
A Condenação
A candidatura do PT
A gestão atual
A terceira via
Opinião
A VERDADEIRA GANÂNCIA: Servir ao público ou viver do erário público?
quinta-feira, 3 de setembro de 2020
PARLAMENTARES E A OCUPAÇÃO DE CARGOS NA PREFEITURA








