sábado, 26 de novembro de 2022

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Tá rolando a Black Friday no Clube de Autores, de 21 a 27 de novembro. É uma oportunidade de adquirir livros de diversos autores independentes do Brasil com descontos de até 35%. 

Confira o mais atual romance de F. J. Hora, publicado em abril de 2022.

Sinopse

O livro conta a experiência de Sílvio, um poeta em construção, que adentra o mundo acadêmico e urbano da capital sergipana. O choque de realidade é balanceado com grandes paixões e amores de um poeta romântico e apaixonado. Um típico e inusitado triângulo amoroso.

A época? 2001, início do século XXI - onde havia efervescência de tecnologia e descobertas científicas.

Sílvio é um poeta interiorano que adentra uma escola federal da capital para cursar o Ensino Médio. Apesar do choque de realidade, sua vida muda com as investidas amorosas de Lívia e de Lana. Porém, sua estadia é marcada por desilusões devido a sua timidez. Apesar dos obstáculos, ele consegue ter sua iniciação sexual.

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terça-feira, 15 de novembro de 2022

70 ANOS DO MESTRE GIBRAS: Seu legado não ficará esquecido


Nascido Gilberto dos Santos, em 15 de novembro de 1952, ficou conhecido como Mestre Gibras por sua incansável luta pela justiça social, cultura e política em Japaratuba. Foi pai dos conselhos e do controle social, da luta cultural, sendo um dos fundadores do Conselho Municipal de Políticas Culturais - CMPC.

Poeta, escritor, amante da cultura, Gibras foi um grande incentivador de artistas e fazedores de cultura a lutarem pelos seus direitos e pela sua identidade. Militante ativo da boa política, foi candidato a vice-prefeito em 2012, através da junção dos partidos PCB e PSOL, sempre alinhado com a defesa das minorias.

Dos 70 anos completados hoje, viveu praticamente em sua totalidade até expirar quase dois meses antes. Foi uma vida dedicada a fazer o bem e a encorajar jovens e adultos a entrarem nas instâncias do controle social e exerceram seu papel democrático de cidadão fiscalizador. Além da política, Gibras tinha outra grande paixão: a cultura.

Autor dos livros Reminiscencias (2015) e Japanovenas (2019), uma curiosidade é que o seu primeiro livro foi publicado por uma editora local, ou seja, Gibras se orgulhava de ser "bairrista" e valorizar a "prata da casa", inclusive foi um dos incentivadores para a implantação da primeira editora de Japaratuba, a JHS Publicações, juntamente com outros amigos de luta.

É inegável o avanço cultural de Japaratuba após a criação do CMPC, pois, deu uma nova roupagem ao "fazer cultura", inclusive na relação da sociedade com o poder público. Diversas leis como a Lei dos Mestres e dos Anos Culturais marcaram a atividade política e cultural de Japaratuba. Em 2014 foi o homenageado do Festival de Poesias Falada de Japaratuba. 

Enfim, Gibras foi o baluarte da cultura japaratubense, tornando-se indispensável em qualquer evento dessa natureza, seja como responsável, seja como conselheiro. A sua partida deixou órfão uma classe que ainda engatinha a sua autonomia enquanto ativistas culturais e fazedores de cultura. Portanto, clamamos e reclamamos que 2023 seja o Ano Cultural "Mestre Gibras" para inauguramos uma nova era no celeiro da cultura sergipana. 

Vamos futucar?

MAIS UM GOLPE: NAÇÃO BRASILEIRA SÓ SE PRONUNCIOU 104 ANOS DEPOIS

Conforme primeiro decreto, artigo 1º dizia: “Fica proclamada provisoriamente e decretada como forma de governo da Nação Brasileira — A República Federativa”.

Como é de costume no Brasil, os representantes da burguesia resolvem tudo na base do golpe. E não foi diferente em 1889, descontentes com a monarquia por motivos pessoais como o fato de o país ter uma herdeira da coroa e não um herdeiro e os "prejuízos" com a abolição da escravatura, portanto, não foi uma "revolta popular".

Não querendo dizer que a monarquia seria o regime ideal para o Brasil, mas, foram 104 anos de movimento republicano desconstruindo o período monárquico. Inclusive, até antes da Constituição de 1988 era crime defender a monarquia no Brasil.

Mas, os que a maioria dos brasileiros não sabem ou ignoram é que ao dar o Golpe de Estado que destituiu o imperador D. Pedro II, os republicanos prometeram oficializar o regime através de uma consulta popular, ou seja, a república foi proclamada provisoriamente sendo que, mais tarde, esse golpe virou feriado. 

Houve, então, um decreto que dizia, em seu artigo sétimo, que se aguardaria “o pronunciamento definitivo da Nação, livremente expressado pelo sufrágio popular”. Mas, a verdade é que o plebiscito só seria realizado 104 anos mais tarde, em 1993, quando República e Monarquia já tinham um sentido completamente diferente daquele que tinham em 1889.

Não podemos ensinar aos nossos filhos somente parte da história. A democracia que lutamos por ela, como vimos na brilhante vitória de Lula contra o bolsonarismo, sempre viveu cercada de golpistas, pois, a vontade popular sempre ficou em último plano e um exemplo claro foi o "golpe da república" que se disse provisório até o povo se pronunciar. E só "autorizaram" o povo a fazer isso, 104 anos depois.

Atentamos para a falta de "autoritarismo" do monarca que não resistiu ao Golpe. Esperava-se uma reação popular legítima, o que não aconteceu. Mas, fica mais do que claro que, nós, brasileiros, comemoramos um golpe militar que começou com a alcunha de "Ditadura da Espada", portanto, mais um movimento antidemocrático. 

E você, o que acha disso?

domingo, 6 de novembro de 2022

ANO CULTURAL "MESTRE GIBRAS" e a retomada das políticas culturais em Japaratuba

Gilberto na Tribuna Livre, em Japaratuba-SE

Os projetos dos anos culturais foram interrompidos no fatídico 19 de dezembro de 2016 quando após votado, o PLL-15/2016 (institui 2017-Ano Cultural "Mestre Curau") foi reprovado. Na oportunidade, o Mestre Gibras demonstrou grande indignação e revolta perante o absurdo político da então oposição que, deliberadamente, demonstrava consenso em não aprovar mais nenhum projeto que não fosse de autoria do executivo naqueles últimos 90 dias de mandato parlamentar. Por conta disso, diversas pautas de interesse público como também a Lei dos Mestres ficou sem regulamentação por parte do Executivo Municipal. 

Sabemos que naquele dia, tivemos alguns vereadores que não compareceram à sessão, o que enfraqueceu a luta. Inclusive, a postagem em nosso blog teve ampla repercussão, chegando a quase 850 visualizações, tendo em vista que a média por postagem é de 162 visualizações até o momento. 

Mas, o fato é que o protagonismo do Sr. Gilberto dos Santos, a quem carinhosamente chamamos de Mestre Gibras, é público e notório, não só naquele momento como em outros, além das visibilidades dos conselhos em Japaratuba como também o recém-criado Conselho Municipal de Políticas Culturais, ocorrido em 2014. 

Gibras participa de evento literário em colégio da cidade

De lá para cá lutou incansavelmente, apoiando e incentivando a participação popular no controle social e os grupos folclóricos, culturais e brincantes que contribuem para a formação da nossa identidade fazendo jus ao título de "celeiro da cultura sergipana" à nossa cidade ribeirinha. Lutou até a sua ida para o outro plano em setembro desse ano deixando órfão toda a cultura, a literatura e o controle social.

Então, mais do que justo, é nossa obrigação, manter viva a memória de quem foi baluarte das nossas tradições, dedicando grande parte da sua vida a amar nosso povo, nossa cultura e nossa democracia. Por isso, convocamos a sociedade, principalmente, a ala cultural para criar um movimento para que a municipalidade, através dos "nossos representantes" proclamem por força de lei que 2023 seja o Ano Cultural Mestre Gibras e que seja elaborado um calendário de eventos culturais tanto de resgate como de manutenção da nossa identidade cultural.


Encontro de artistas na casa de Gibras, regado a vinho

Além de saraus regados a vinho, feiras de livros e eventos como o do 13 de maio e palestras sobre Cultura, Literatura e Política fazem parte desse universo que Gibras nos deixou como legado. Também pode ser visto com a família se há escritos e/ou obras que o ativista cultural pretendia publicar e que podem ser publicados postumamente.

Enfim, temos agora o dia 15 de novembro, quando ele completaria 70 anos como marco inicial dessa nova fase cultural em Japaratuba, inclusive podemos até rebatizar o nome do Festival de Poesias. Mas, essa é um debate amplo com a classe artística e cultural de nossa cidade. 

Vamos todos a luta. Não podemos esmorecer. 

Vamos futucar?

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

O AMOR VENCEU: Lula é eleito pela 3ª vez Presidente do Brasil

Lula discursa para o povo brasileiro em tom
de agradecimento e de reconstrução nacional

Com 50,90% dos votos válidos, exatos 60.345.999 votos, 20 anos após sua primeira eleição, Lula derrota o atual presidente e se consolida como o maior líder político do Brasil

Apesar das enxurradas de fake news e de disseminação de mensagens de ódio, o amor venceu e a democracia vai voltar a reinar no Brasil. Durante mais de 45 horas o atual presidente permaneceu calado, sem sequer agradecer os mais de 58 milhões de votos ( 49,10% dos votos válidos ou 58.206.354 votos), o que demonstra sua "força política". Típico de seu modus operandi, não parabenizou Lula pela vitória, nem demonstrou com "boa vontade" que respeita o resultado das urnas, pois, afirmou que o processo eleitoral foi injusto.

Logo ele, um presidente que foi eleito beneficiado pela prisão de Lula, pois, se assim não fosse, derrotaria com folga o atual presidente eleito. A verdade veio à tona, a democracia foi ameaçada e o povo brasileiro reagiu com um movimento democrático nunca antes visto depois das eleições de 1989. 

Com um texto claro e sucinto, Bolsonaro tentou desfazer a mal impressão já esperada por um presidente que sempre debochou e sempre foi autoritário. Segundo analistas políticos, o silêncio poderia causar danos irreparáveis à pátria que ele diz "defender". 

Com a derrota para Lula, Bolsonaro passa a figurar como o pior presidente da história política do Brasil, pois, se utilizou da máquina pública para maquiar as ações que sempre combateu em seus discursos como o controle dos preços dos combustíveis e os programas sociais de combate à pobreza. Isso sem falar que o combate à corrupção caiu por terra, pois, o que assistimos foi o desmonte da democracia e o aparelhamento das instituições para impedir investigações e para sequestrar o orçamento público em torno dos interesses particulares. 

Com a vitória, Lula se consolida como o maior líder político popular e da esquerda capaz de reunir políticos, empresários, artistas e diversos segmentos da sociedade com pensamentos antagônicos em torno de um ideal maior que foi a defesa da democracia. O seu legado se refletiu em todo o mundo e ao ser oficializado como presidente reeleito, a maioria dos chefes de estado de diversos países parabenizaram a vitória, deixando o atual presidente isolado politicamente.

E assim, mais uma vez renascem a esperança da volta do protagonismo do Brasil no mundo, os combates à fome, às desigualdades sociais e raciais, a luta contra os prejuízos ao meio ambiente e, principalmente, a luta contra o ódio e as fakes e, o fortalecimento da democracia e da justiça social.

A responsabilidade é muito grande, pois, apesar da vitória, o bolsonarismo se instalou e precisamos urgente de um plano fraterno de reconciliação do Brasil e, principalmente, recivilizatório. É necessário recuperar o espírito hospitaleiro e pacifista do povo brasileiro que foram perdidos com os maus exemplos do presidente de extrema direita, principal disseminador do ódio e do amor à ditadura.

A partir de agora, a Bandeira Nacional volta ao posto de símbolo nacional e não mais de símbolo de uma "seita partidária". A bandeira sempre foi verde amarela e continuará sendo. A verdade, aos poucos voltará a reinar. Queremos amor, paz e livros! Deus é amor! Onde tem amor não tem espaço para o ódio. Bolsonaro, nunca mais!