terça-feira, 4 de maio de 2021

QUANDO PENSO EM VOCÊ: Quimeras e Devaneios sobre o amor.

 



Quando Penso em Você

(F. J. Hora)

Hoje parei para pensar em você
Lembrar e reviver tudo de lindo
Entre nós dois...
Na verdade, suas palavras se perderam
E você nem se lembra mais
Porém, eu nunca esqueci...
Talvez, na solidão dos meus anos
Tive pouquíssimos sorrisos verdadeiros
Como o de um reencontro
Onde a saudade
Era de quase morrer de vontade
De ver a pessoa amada...
Ah, eu tentei me iludir!
Mas, quando penso em você
A saudade é tanta
Que a transformo em musa
Pois, através da arte poderei tê-la
Olho para dentro de mim
E tento revelar
Uma beleza que por fora
Não consigo reconhecer.


quinta-feira, 22 de abril de 2021

MAPA ASTRAL DE LAVÍNIA BARRETO: A morena de engenharia de A Contadora e o Poeta

 

Lavínia Barreto-esboço

Apesar do livro A Contadora e o Poeta ter como protagonistas Karen e Sílvio, contadora e poeta respectivamente, paralelamente temos a figura da Escorpiana, Lavínia Barreto formando um triângulo amoroso. Para conhecermos melhor sua identidade, montamos o mapa astral dela que nasceu em 20 de novembro de 1993, às 05:30, o livro não fala, mas, provavelmente foi em Aracaju, Sergipe. Intensa e apaixonada, livre e alegre são suas principais marcas. Liberdade a todo custo e uma libido muito poderosa, onde o desejo mais profundo é de se aventurar, conhecer o mundo, viver no limite. Trata-se de uma personalidade cheia de sensualidade, bom humor, romantismo e expansão no que diz respeito aos ideais, favorecendo as relações nas quais haja um diálogo franco e, claro,  uma abertura a aventuras.

Confira como estava o céu no seu nascimento.

Planeta
Signo
Casa
Grau
Sol

Sol

Escorpião

Escorpião

12
28°3'
Lua

Lua

Aquário

Aquário

3
19°46'
Mercúrio

Mercúrio

Escorpião

Escorpião

12
8°41'
Vênus

Vênus

Escorpião

Escorpião

12
14°8'
Marte

Marte

Sagitário

Sagitário

1
8°3'
Júpiter

Júpiter

Escorpião

Escorpião

12
2°6'
Saturno

Saturno

Aquário

Aquário

4
24°6'
Urano

Urano

Capricórnio

Capricórnio

2
19°25'
Netuno

Netuno

Capricórnio

Capricórnio

2
19°5'
Plutão

Plutão

Escorpião

Escorpião

12
25°32'

Ascendente

Sagitário

Sagitário

1
6°1'

Meio do Céu

Leão

Leão

10
27°38'

Descendente

Gêmeos

Gêmeos

7
6°1'

Fundo do Céu

Aquário

Aquário

4
27°38'

sexta-feira, 2 de abril de 2021

IGNORÂNCIA E CASOS DE COVID 19: um estudo de Causa e Consequência

 


Apesar dos investimentos em educação experimentados no início do século XXI com os programas sociais que beneficiaram tanto estudantes como universidades particulares, ainda persiste uma geração desinformada e que acredita em mitologia, ou seja, são ignorantes e orgulhosos de sua condição de "ignorar" o conhecimento científico.

Pobres de direita que apoiam seus opressores elegem o símbolo máximo da ignorância e instalam a ditadura da desigualdade social, do nacionalismo e culto ao líder, nesse caso o "mito". E, o pior de tudo é que esse líder e representante e chefe máximo da nação não sabe governar, nem tem responsabilidade.

Há um ensinamento que diz sobre o criminoso: "só cresce derrubando os outros". E foi preciso criar o antipetismo e associar ao antissocialismo para que a extrema direita ascendesse ao poder através de um sistema antidemocrático, racista e centralizador.

Houve uma frase bíblica disseminada na mídia: "conhecereis a verdade e ela vos libertará". Sobre isso disseminaram notícias falsas nos meios de comunicação e redes sociais e distorceram os fatos. A interpretação correta é "conhecerá Jesus e ele vos libertará", ou seja, Jesus é a verdade. Mas, preferiram profanar a lei sagrada e fazer de Bolsonaro que além de pecador como todos, é corrupto (mesmo que não tenha condenação) uma figura comparada a "verdade". Com isso, votaram na mentira.

Sobre ser condenado ou não por corrupção, esse é um detalhe que encobre o mal para se revestir de bem. Pois, o ser social é conhecido pelos seus atos e seus comportamentos e não somente por condenações na justiça.

Que argumento apresenta o bolsonarista contra os seus opositores? Comunista! Só isso que sabem responderem, ou seja, são portadores de diploma de ignorante.

Aliado a ignorância vem a crise sanitária causada pelo novo coronavírus. Ao invés de instalar uma política de prevenção e combate ao covid-19 desgasta sua imagem e põe em risco a vida, a saúde e segurança do povo brasileiro com discurso de moleque cético e irresponsável. O governo está sustentado pela massa ignorante que acredita que a terra é plana, que as complicações virais do covid-19 não passa de uma gripezinha... e diante disso acredita no mito de que a vacina pode transformar o paciente num jacaré.

Diante do avanço da ignorância assistimos o genocídio, sim, pois, a intenção sempre foi a de ridicularizar os efeitos das medidas sanitárias como isolamento social, uso de máscara, álcool gel e medidas preventivas de fortalecimento do sistema imunológico e no campo social, o pagamento de auxílio emergencial para conter a recessão causada pela quarentena. Diante disso, dá-se abertura para que a mortandade se instale de forma normal como se não houvesse a pandemia.

É preciso quebrar as barreiras da ignorância com o retorno do investimento em educação, incentivando o ensino superior cujos objetivos são incentivar a reflexão filosófica, o espírito científico e a produção cultural, os três pilares para o desenvolvimento social e humano.

quinta-feira, 1 de abril de 2021

O TRABALHO ALUGADO: Crônicas de Costumes - Sergipanidade.

 


O Trabalho Alugado

A muito tempo que não se usa o termo “trabalho alugado”, mas, nos tempos de nossos pais, muito se falavam nas plantações de roça, canaviais e serviços de quem tinha terra.

O chapéu de palha, a camisa desgastada pelo uso, a cuia de farinha e a marmita com carne assada e banana e a cabaça d’água.

E parece que estavam fazendo jus ao ditado: “a cabaça vai ao poço até que um dia tora o pescoço”. Pois bem, aquela turma de rapazes que saíram em jejum de casa, esperava aflitos o intervalo para o almoço.

E o patrão era um senhor bonachão, mas, que tinha tanta pena de gastar o dinheiro que as cédulas novas impressas na casa da moeda, em suas mãos, ficavam o “bagaço” de tanto amassar enquanto contava para pagar seus trabalhadores.

E os serviçais esperavam serem mandados embora, pois, tinham direito “aos tempos” de trabalho, mesmo sem carteira assinada. E conforme o costume, saindo por conta própria isentava o patrão de suas obrigações do “aluguel”.

O velhote gostava de vigiar seus trabalhadores, num dia daqueles, encontrou uma turma como se tirando uma “folguinha”, atiravam pedras no rio para ver quem conseguia maior distância e o velho sabendo da preguiça diante das baixas remunerações e a grande demanda de produção, chamou-os atenção.

— Mas, eu vou dizer — e levantando o chapéu, coçava a cabeça — ah, meninos preguiçosos!

Assim, levantaram-se todos e apoiando as enxadas no chão, escoravam-se nos cabos da ferramenta de trabalho e olhavam para o velhote que continuava dando seu sermão. Mas, esperto o senhor sabia que estavam querendo dar nó e estava numa saia justa.

Foi aí que o velhinho resolveu dar uma última recomendação e acabar com aquela choradeira.

— Vou dizer uma coisa pra vocês — e segurava o chapéu apontando para eles — se quiser trabalhar é pra trabalhar e se não quiser...

Ora, animaram-se que estariam dispensados. E o velho continuou:

— E se não quiser — olhou um a um e apontava novamente com o chapéu — é pra trabalhar.

                                                (Hora, Flávio. 2020. Contos de Costumes e Outras Crônicas).

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

A inércia e as consequências da submissão do poder legislativo

 


O poder econômico e a barganha política criaram um "defeito" na nossa sociedade e na classe política: a inércia ( ou a falta de "movimento") dos legisladores para com os seus reais papéis: legislar, fiscalizar (o secretários e prefeito) , sugerir e representar (o povo). 

Junto com essa inércia vem a submissão ao executivo, deixando de fiscalizar o prefeito e de representar o povo para dar sustentação ao governo municipal, legislando em causa própria e afastando o povo do controle social. Isso, geralmente, ocorre com os vereadores governistas. Mas, que podem mudar os papéis quando situação passa para oposição e vice-versa. 

Em ano eleitoral começam as articulações partidárias e busca por eleitores, muita gente gosta de aparecer na foto. E dar aquele sorriso espontâneo abraçado com a população. Parece peça de teatro encenada a cada quatro anos. 

Durante a campanha eleitoral fala-se numa "governabilidade" ou maioria no parlamento municipal intimidando a oposição e dando força política ao gestor criando a chamada "turma do amém". E esse discurso é absorvido pelos simpatizantes como uma verdade absoluta e uma necessidade vital, pois, a disputa acirrada e a rivalidade entre os grupos políticos geralmente inviabilizam as gestões caso a maioria seja da oposição. 

Do contrário, as maiorias acabam por aprovar medidas impopulares como a "taxa" de iluminação pública em Japaratuba e seus líderes ostentam a sua força política em detrimento da vontade popular e do controle social.

A fidelidade ou lealdade de um parlamentar ao executivo aumentam as relações de poder social entre grupos dominantes e subordinados, criando uma redoma para as minorias, geralmente carentes de educação, saúde e assistência social. 

A falta de representatividade enfraquece as classes estudantis, artísticas e culturais. Na parte cultural, muitos se aproveitam para se promover sem dar o devido suporte aos grupos folclóricos e demais fazedores de cultura. E na parte estudantil, deixam os estudantes à mercê da "boa vontade" dos gestores que se escondem das suas obrigações, mas, prometem em período eleitoral cuidar dessas classes.

E para finalizar vem a parte mais vergonhosa dessa empreitada que são as negociações de cargos e vantagens com o executivo -  a parte podre da barganha política, onde os aliados são retribuídos sem nenhum mérito técnico e sem nenhum interesse com a causa pública, além de  encobrir as irregularidades do executivo em nome da lealdade e da tática de grupo.

Os eleitores devem pesar isso tudo na hora do voto, afinal, mesmo sem nos representar eles são nossos representantes e suas ações reproduzem a expressão da nossa vontade. 

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

ENTREVISTA: Vânia Lima fala sobre política e empreendedorismo


Foto: divulgação

A nossa entrevistada dessa semana é Vânia Lima, tem 42 anos, formada em Pedagogia e Segurança no Trabalho. Foi conselheira tutelar por 8 anos, já trabalhou em quiosque, e hoje é empreendedora, busca uma vaga no legislativo, e aproveitou para bater um papo com o blog. 

1. Sua formação superior é em Pedagogia. Qual a sua opinião sobre a qualidade da educação em Japaratuba? O poder público prioriza a educação?

A educação de nosso município é regular. A atual gestão também não investe prioritariamente no social. Porém, a educação é o alicerce do futuro. Acredito que deveria haver mais cursos profissionalizantes para os jovens, bem como mais oportunidades de estágio, onde a qualificação seria uma fonte de renda posteriormente. 

2. Sua entrada na militância política teve início com as participações no conselho tutelar ou tiveram outros momentos? Qual a sua visão sobre a política partidária em Japaratuba?

Entrei na política através de convite de amigos. Nunca tive interesse, mas este ano despertou a curiosidade da política partidária. 

3. Nas eleições para conselheira tutelar, qual a semelhança com as eleições municipais? Você concorda que o uso do poder econômico pode influenciar no voto?

Sim, existe uma grande diferença. Quando houve a eleição do conselho, era uma disputa amigável, onde os votos eram obtidos por amizade, ou por acreditar em um bom trabalho. . 

4. Você fala que já trabalhou em quiosque. Quais as oportunidades ou dificuldades de quem enfrenta o mercado de trabalho em uma cidade como Japaratuba, sem campo efetivo de trabalho?

Falta capacitação, orientação. Trazendo cursos e políticas públicas voltadas para o comércio local.

5. Hoje você é empreendedora. Quais os incentivos recebidos para a tomada da decisão? Se tem, já teve acesso a alguma política pública do município sobre o desenvolvimento econômico e apoio aos empreendedores?

Do município não há um incentivo para os comerciantes. Sou empreendedora, e tenho incentivo dos microcréditos.

6. Você já ouviu falar em Empreendedorismo Social (que visa criar benefícios para a sociedade e não somente o lucro)? Em Japaratuba, tem como tratar algum problema social que está desassistido pelo poder público? Qual e como?

Deveria investir mais ainda no projeto das casas de taipa. Pois ainda é visto algumas casas, onde prejudicam a saúde da comunidade.

7. Qual a sua avaliação sobre a gestão atual nos quesitos: saúde, assistência social e geração de emprego e renda??

A saúde é regular, mas ainda precisa trazer mais algumas especialidades para atender a população, bem como aumentar a quantidade de medicações para que não haja falta na farmácia municipal.  No quesito social, disponibilizar maior número de quantidade de casas para a população carente.  Quanto a geração de emprego, deveria haver cursos profissionalizantes, para posteriormente gerar renda.

8. Sobre a sua adesão ao antigo PPS, hoje Cidadania. Qual a sua avaliação sobre a recepção da comunidade em relação à proposta de uma nova política? 

Nunca aderi ao PPS, mas agora me filiei ao Cidadania. Um partido limpo, onde não há compra de voto, que precisa inovar em um novo conceito de política. 

9. Sua candidatura é para o legislativo. Algumas pessoas questionam a atuação dos vereadores. Afinal, temos um parlamento atuante ou nossos vereadores não representam os anseios da população?

O vereador frente à câmara deve representar os eleitores e à comunidade, legislar, fiscalizar o dinheiro público, e fazer assessoria. Ouvindo melhor os anseios da comunidade, e buscando meios de solucionar os problemas. 

10. Como candidata a Vereadora, qual a oportunidade do povo de Japaratuba renovar a Câmara de Vereadores com a sua eleição ou de algum outro candidato do Cidadania, já que se trata de um partido que prega a união de todos?

A política brasileira é voltada ao capitalismo. Onde acontece a compra do voto, o que prejudica inovar o legislativo.

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

PERSEGUIÇÃO POLÍTICA: Autoritarismo e censura intelectual

Foto: assédio moral e perseguição política


Perseguição Política nada mais é do que a imposição, por Abuso de Poder, feita por gestores públicos contra os servidores que não se alinham e que não compactuam com suas ações desmedidas de politicagem para que sirva de exemplo aos demais, com a intenção de "calar a boca" de todos, criando assim um  sistema opressor nos moldes do  “manda quem pode e obedece quem tem juízo”.


Geralmente, a perseguição começa quando nossas opiniões desagradam os que estão no poder, principalmente, os  "Padrinhos"  que  indicou alguém para determinado Cargo Comissionado. Isso, na esfera político-administrativa. Já no tocante à população existem o medo de represália ou de opressão através da rede de atendimento ao cidadão que é uma obrigação do poder público e não uma retribuição pelo voto ou pelo levantamento da bandeira do político que está no mandato.

A população carente que já conhece o ruim, tem medo do pior. Esse sentimento acaba por silenciar muitas vezes a sua vontade de mudança e de declarar apoio aos movimentos sociais ou grupos que se opõem aos governos opressores. A perseguição política passa a ser um meio de demonstrar poder político e econômico, intimidando o cidadão e fazendo-o acreditar que só conseguirá alguma coisa do poder público se for aliado ou fechar os olhos para os desmandos dos gestores públicos.

O poder e o dinheiro acabam tornando muitas pessoas dependentes e com isso fazem da política partidária um meio de vida, defendendo a qualquer custo sua posição política passando a abusar do poder, tratar mal quem não simpatiza com seu grupo político e por estar infelizes querem que os outros também sejam.

O amor ao poder prevalece sobre os princípios morais e por isso valorizam quem tem poder, mesmo que tenham que ser coniventes com injustiças e pecados. Assim, ao invés de criarem políticas públicas de incentivo e melhoria da vida do trabalhador, se preocupam com medidas punitivas para os seus subordinados e para quem se declare "oposição".

Alguns casos de perseguição são resolvidos através de barganha política, outros via judicial e em casos extremos a prisão, demissão ou morte dos adversários. Isso foi visto nos três principais golpes da história: Estado Novo (1937-1945),  Ditadura Civil-Militar (1964-1984) e o Golpe de 2016. 

A perseguição é oriunda da falta de respeito pelo ser humano. Muitos acabam se achando super inteligentes e super poderosos ao ponto de se transformarem em seres frios e sem emoção. Na campanha são uns "amores" e no cargo são carrancudos e mal humorados.





Isso sem falar na censura intelectual, pois, muitas vezes os podres da politicagem são expostos por pessoas esclarecidas e com conhecimento de causa sobre a gestão pública e o uso dos recursos públicos, por isso, o medo e a autocensura estão se tornando cada vez mais presentes na comunidade intelectual brasileira por conta da reação de possíveis clientes, leitores ou fãs que são apoiadores do anti-intelectualismo bolsonarista.

Mas, em fim, o que de fato nos interessa é defender  nossa capacidade de pensar, de criticar e de ajudar no modelamento de bases civilizatórias para nossa sociedade para que a mesma não venha a desenvolver e a parir os monstros que querem devorar nossos sonhos e o nosso futuro. 

Leia e comentem.