quarta-feira, 17 de maio de 2023
BRINCADEIRA DE CASINHA: Vereadores que não legislam e prefeitos que não executam as leis
terça-feira, 16 de maio de 2023
EDICÃO 2023: Confira o regulamento do XXVI Festival de Poesia Falada de Japaratuba
Vem aí a XXVI edição do Festival de Poesia Falada Poeta Garcia Rosa que acontecerá no dia 09 de Junho. Nesta edição teremos o prêmio MAESTRO WILSON, homenagem a estre grande ícone da nossa cultura. Vale lembrar que as inscrições já estão abertas e vão até o dia 29 de maio. Mostre o seu talento!
Fonte: Governo Municipal de Japaratuba
quarta-feira, 22 de março de 2023
RUMORES POLÍTICOS EM JAPARATUBA: Políticas públicas ou políticas partidárias?
Em Japaratuba, a 'pulítica" é o termo popular para se referir ao período eleitoral. Diferente disso, a política partidária e os "lados" antagônicos são motivos de debates e "intrigas". De um lado, grande parte do grupo da situação, ao invés de falar das políticas públicas urgentes que o município precisa, preferem especular quem será o sucessor da prefeita e contra quem irá disputar, ou seja, quem será o candidato das "oposições" (que formará a polarização). Do outro lado, a oposição se mantem mais reservada.
Como reflexo da política nacional, a atual administração é simpatizante da extrema-direita, tendo em vista o apoio em 2018 e em 2022, no segundo turno ao "mito". Já o grupo da oposição é de esquerda. Dessa forma, mesmo que a comunidade e os eleitores não tenham consciência disso, estão diante de uma luta de classes.
São modus operandi já conhecidos da população, que diante das reclamações ainda não experimentaram a "terceira via". Mas, os rumores políticos se resumem em: política pártidária em detrimento das políticas públicas. E, no cenário atual, quais as políticas públicas ou quais áreas urgem uma solução eficiente e eficaz? São as de sempre: saúde, educação e assistência social.
Na saúde, além das deficiências relatadas pelo controle social, principal no manejo dos recursos, vem agora o reincidente "fechamento do plantão noturno". Pois é, não é a primeira vez que isso acontece na terra de Arthur Bispo do Rosário (que é mais famoso).
Na educação, além dos problemas estruturais das escolas e da educação como um todo, temos a crise que passou por todas as três gestões da atual prefeita: o corte sazonal e/ou temporário do transporte escolar universitário. Pasmem, foi promessa de campanha "ampliar" o referido transporte.
E na assistência social, o fim dos programas sociais como o cartão da gente e de "tradições" como a entrega do peixe da semana santa. Mas, isso é fichinha diante da falta de suporte aos mais necessitados, além de não ter uma política de incentivo à geração de emprego e renda para cobrir a deficiência da gestão pública. São mais de três meses sem cesta básica em uma comunidade carente.
Observe que não citamos os problemas na infraestrutura, na cultura, nem nas prestações de contas e transparência da gestão pública. Nem também citamos a inoperância do poder legislativo em cobrar, legislar e fiscalizar o poder executivo. Temos muitas leis caducas e leis que simplesmente são ignoradas.
Mas, o que é mais importante, as políticas públicas ou a política partidária? Interessa a quem que a sucessão eleitoral e a disputa política sejam discutidas já agora, no pós pleito de governadores, deputados, senadores e presidente da republica? Interessa a quem está no poder e nele quer se perpetuar.
Não vamos falar da oposição, pois, esta não está no poder. Tem defeitos? Claro, ninguém é perfeito. Até porque a oposição em Japaratuba não é atuante no sentido de se opor politicamente à situação, mas, tem a força política necessária para arrastar multidões e fazer frente a uma eleição disputadíssima na terra do índio Japaratuba.
Mas, e os nomes, quais correm a boca miúda e nas redes sociais, no zap-zap? Da situação temos quatro nomes principais, o do Presidente da Câmara, Valdir Neguinho, por ter sido o vereador mais votado, o ex-prefeito Hélio Sobral, o secretário de obras Décio Neto e a filha do ex-comerciante Zé Alves, a Clecinha, a qual acrescentaram a alcunha política "de Lara", associando-a assim à principal liderança da situação em vista de ter conqusitado três mandatos e estar impossibilitada de concorrer por já ser reeleita.
E a oposição? Primeiro, falou-se em "união da oposição" o que dá a entender que estavam desunidas. Mas, a verdade é que sempre foi assim, as oposições se unem num grupo coeso e forte para enfrentar o grupo antagônico. E na oposição temos dois nomes fortes e que demonstraram força política em 2020, mesmo não tendo vencido aquele pleito. Rui e Sizi ou vice-versa estão amadurecendo o projeto que vem como alternativa a tirar do poder o modus operandi típico da gestão atual.
Jornais, programas e formadores de opinião já estão atentos a essa especulação que está estamapada na mente dos "aliados" da situação e de seus correligionários. O resultado das eleições de 2022 é sempre usado como referencial, mas, agora é a hora de abrir espaço para os estrelismos e ver quem cai na graça da população. Como diz o malandro: Abra do olho!
E você, o que acha? Vamos futucar?
segunda-feira, 20 de março de 2023
16 ANOS SEM MARIA DE SOUZA CAMPOS (DONA)
Em 20 de Março de 2007, Japaratuba se despedia daquela que dedicou sua vida a educação. Dona do Maracatu, Dona do Grupo de Dona, que as mães diziam: "...do portão pra fora (da escola) eu sou a mãe, do portão pra dentro a mãe é a senhora...!" E assim, surgia uma geração típica de jovens que se formaram sobre a lei do "bendito, pirão e sola".
Além de cantar os hinos da igreja e passar lições sobre educação cívica, ensinava os hinos de Japaratuba, da bandeira e o nacional. Sempre tinha ações de manutenção da saúde como o popular "bochecho" que servia para fortalecer os dentes.
Dona também foi ativa no incentivo à inclusão religiosa com a participação efetiva da escola nas atividades religiosas da paróquia da cidade. E sempre valorizou o desfile cívico como forma de demonstração do amor à patria e a educação.
Maria de Souza Campos, mais conhecida como Dona, nasceu em 3 de julho de 1919, no município de Capela, localizado na área do Agreste Sergipano, microrregião do Cotinguiba, cuja principal fonte econômica era o cultivo da cana. Filha do pedreiro Aurélio de Souza Campos e da bordadeira Maria José de Souza Campos, família simples e humilde. Dessa forma matriculou a filha no Grupo Escolar Coelho e Campos, um dos primeiros a ser instalado no interior sergipano.
A vinda de Dona para Japaratuba foi devido o medo das críticas, pois, um dia conheceu um jovem de nome Francisco, o popular Franco, por quem se apaixonou, sendo que em uma festa, quando estava distraída, ele lhe roubou um beijo, coisa muito séria na época. Por isso fugiu para Japaratuba, onde se casou e foi morar na Fazenda Camarões, enfrentando várias dificuldades para sobrevivência e dedicando-se a várias atividades: plantio na roça, ordenha, corte de capim, lavagem e colocação de goma em roupas de famílias, aceitando sem vaidade qualquer tipo de trabalho.
Além de atuar no magistério, Dona se revelou uma ativista social e cultural, chegando a ensinar às mulheres bordados e costuras e, contribuiu para o incentivo à criação e apresentação de grupos folclóricos. O mais famoso é o Maracatu.
Somente em 2006, foi que a Escola Municipal Marechal Ademar de Queiroz recebeu o nome de Escola Municipal “Professora Maria de Souza Campos”, como forma de reconhecimento e merecida homenagem a professora e primeira diretora, profissional que dedicou sua vida à educação do povo e cultivo das manifestções culturais. Naquele ano, a escola passou por um processo de reforma e ampliação para melhor atender a clientela escolar e os desafios que se faz a um ensino de qualidade.
No mês seguinte ao falecimento de Dona, na 11ª edição do Festival de Poesia Falada, foi dado ao prêmio o nome da professora como forma de homenagem. Recentemente, em 2019, no ano em que Dona completou 100 anos, com a instalação da Academia de Letras, Artes e Ciências, a mesma adotou o título de "Casa de Dona", como reconhecimento ao seu trabalho em diversos setores da vida intelectual e cultural de Japaratuba.
domingo, 26 de fevereiro de 2023
SIMETRIA: Poesia do Poeta Antônio Glauber
Simetria
Nas margens de deslumbrantes sonhos
escravos da vaidade petulante ,
contorno a alma nua dos meus versos
calejados de inversos da insensatez triunfante
nas ruas enfeitadas dos dissabores pérfidos
dos meus desertos .
Suprimo ilusões atrozes,
escrutino no gritante silêncio
a caridade de mágoas algemadas
nas vestes das minhas lembranças ,
espalho sentimentos antitéticos
no horizonte cinzento de páginas grafadas,
maltratadas pelo perfume vazio da solidão,
celebro no suspiro final de uma estrela cadente
a inspiração de uma nova poesia
em uma perfeita simetria
pra me encontrar nos desencontros do meu coração.
Autor : Antonio Glauber Santana Ferreira
Antônio Glauber Santana Ferreira Nasceu no dia 01 de junho de 1978 em Aracaju -Sergipe, mas se considera japaratubense, pois sempre viveu nessa cidade. É graduado em Geografia Licenciatura pela Universidade Federal de Sergipe e pós -graduado em Direito Educacional pela faculdade Pio Décimo participou de vários festivais de poesia falada em Japaratuba sendo o primeiro em 1999 e o último em 2018, teve uma crônica ( viagem à Ásia) e uma poesia ( Delírio Poético) no livro "Caderno do Estudante da UFS em 2005, participou da Antologia carmopolitana de escritores e convidados com a poesia " A Trilha do Poeta" em 2021. Sempre gostou de fazer poesia e gosta de trabalhar com figuras de linguagens em suas poesias.sábado, 25 de fevereiro de 2023
O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM JAPARATUBA?
Em Japaratuba, o clima é de revolta. Em 2022 a cidade viveu uma situação de euforia com a campanha política local e o movimento de redemocratização a nível nacional. O município é um dos poucos governados por uma mulher, onde se supõe uma sensibilidade maior aos problemas e um acolhimento em relação à qualidade social dos serviços prestados. Mas, a realidade dos acontecimentos mostra que "o buraco é mais em baixo".
Mas, o fato é que, além de outros problemas, os munícipes vem sofrendo com o fechamento do plantão médico noturno, ou seja, das 19 horas às 7 da manhã não tem atendimento médico disponível. O motivo não parece oficial, mas, dizem que é queda na arrecadação, uma aberração, pois, saúde é um dos serviços extremamente essenciais. Água e saúde são indispensáveis.
Até rodízio de funcionários dizem que está tendo.
Na gestão anterior, a prefeita também fechou o plantão noturno e, pasmem, foi reeleita. Tem um ditado que diz: quem faz uma vez faz cem, quem faz cem vezes faz mil. Uma é pouca, duas é boa! Agora vamos esperar, a terceira pra ver se vai ser demais...
E ai, se perguntam: O que está acontecendo com JAPARATUBA?
JAPARATUBA é a cidade deslumbrada com o falso progresso. É a cidade esbabacada com o cimento e a areia da construção do poder econômico.
É uma terra onde a cultura cultiva quem não tem cultura.
É a cidade que eleva o Bispo e rebaixa os mestres. Que academiza suas letras, mas, não escreve, não produz, nem publica.
É uma terra bonita, tranquila, pacífica... Terra boa de se viver, de plantar e de colher, mas, as sementes são lançadas entre as pedras.
O que está acontecendo? Também nos perguntamos. Enquanto escrevemos tem gente ouvindo o som de lata batendo.
Com o fim do carnaval, 2023 finalmente começa. Vamos futucar?






