domingo, 26 de setembro de 2021

26 de Setembro: Há 7 anos lançavam-se livro e editora em Japaratuba


Há exatos 7 anos, no dia 26 de Setembro de 2014, data histórica na história da Literatura Japaratubense, foram lançados simultaneamente o terceiro livro de F. J. Hora e a primeira editora de Japaratuba. Aconteceu às 19 horas na Câmara Municipal de Vereadores.

Apesar de, na época, já ter dois livros publicados, Cantos da Nova Idade (JHS Publicações, 2014) foi o primeiro livro do autor a ter evento de lanaçamento com "noite de autógrafos". O segundo lançamento ocorreu em Itabaiana, no dia 21 de Outubro de 2017, durante a IV BIENAL DO LIVRO, Fim de Primavera (JHS Publicações, 2015).

Lançamento de livro, considerado algo raro no "celeiro da cultura sergipana", começou a ser frequente a partir de 2014, onde através da autopublicação (edição e publicação independente) e de editora própria, o escritor, editor e contador Flávio Hora fez despertar o interesse no nascimento de novos livros como se viu nos anos posteriores as publicações de outros grandes nomes da nossa literatura.

Apesar de ter sido num ano de eleição e, portanto, sem nenhum "olhar" do poder público, pois, estavam interessados na "eleição/reeleição", tivemos a adesão de outros poetas e ativistas culturais como o escritor Gibras e o Bomfim da Capoeira, além de amigos e amantes da cultura e artes japaratubenses.

Atualmente, apesar de instalada uma academia de letras, ainda não temos um movimento que incentive a produção cultural, tampouco a produção escrita, edição, publicação e comercialização de livros, sendo o mais recente trabalho publicado que se tem conhecimento, Japanovenas (2019) de Gibras.

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

III CAFÉ COM POESIA e a I Antologia Carmopolitana

 


Acontecerá no dia 15/10/21 o III CAFÉ COM POESIA. Vai ser realizado no povoado Aguada-Carmópolis-SE.

O Café Com Poesia está promovendo a I ANTOLOGIA CARMOPOLITANA - CAFÉ COM POESIA - “não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas” que será lançada em 18/12/2021.




O edital, ficha de inscrição e dúvidas relacionadas a esta antologia e seu regulamento poderão ser enviados para o e-mail: cafecompoesia2021@yahoo.com, com o assunto dúvidas: I ANTOLOGIA CARMOPOLITANA - CAFÉ COM POESIA - “não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas” ou através do número do WhatsApp (79) 99982454.

A organização é do CAFÉ COM POESIA – Patrono: Poeta José Sampaio, que tem a frente a Professora, Escritora e Poetisa Maria José.

História do Banquete literário


Segundo Maria José: "O café com poesia somo nós fazendo a diferença. Plantamos nesse solo o primeiro momento cultural e já vamos pra o terceiro encontro.

Esse ano vamos homenagear professores que se foram e os presentes. É essa homenagem é com poesia, música, … e café

O café com poesia foi um sonho que se tornou realidade. O tempo passou. Estações se misturaram, se embelezaram. Pétalas cairam anunciando a primavera. Assim nasce o primeiro "Café com poesia". No dia 11 de outubro de 2019, numa tarde inspiradora, cada um com sua história e com a beleza das palavras homenageou nosso poeta maior: José de Aguiar Sampaio.

Cada um com o seu sabor, cada um com seu perfume.
Foi assim que plantamos as nossas raízes nesse solo varonil do sabiá, do papa capim, das lendas do lobisomem, da mula sem cabeça, do rio de muitas voltas. Hoje, orgulhosamente, anunciamos o terceiro café com poesia que, no dia 15 de outubro, dia do professor, homenageará os professores que se foram e os que estão presentes."

terça-feira, 7 de setembro de 2021

DEMOCRACIA EM RISCO: Defesa do líder e massacre dos pequenos

 


Atos pró-Bolsonaro não representam a luta por um Brasil melhor, nem por um país livre da corrupção. Representam o enaltecimento do autoritarismo e do ataque à democracia, ou seja, o fortalecimento de um projeto golpista.

Ao invés de lutar por educação, saúde e condições dignas de trabalho e de moradia, algumas pessoas preferem  lutar para manter no poder o maior símbolo da opressão capitalista, um governo neofascista sustentado pelo antipetismo, antissocialismo e antiintelectualismo. 

Qual o motivo principal para "amar" Bolsonaro? Um ódio infantil ao PT, partido que governou o país por 12 anos e uma liberação consciente dos sentimentos de machismo, sexismo, autoritarismo e amor a ditadura militar. Essa é a explicação mais cabível para o bolsonarismo.

E os atos de 7 de setembro? Data histórica usada por Bolsonaro como pano de fundo para seu próprio benefício através da convocação de seus apoiadores para "protestos". Isso significa desespero perante o seu fracasso como gestor máximo do país e como aquele que deveria unificar o país ao invés de alimentar o ódio e de atacar as instituições democráticas. 

É público e notório que o que elegeu Bolsonaro foram o antipetismo (aversão pelo PT), disseminação de fake news e a prisão do ex-presidente Lula. E é por esses mesmos motivos que o atual presidente pressente sua derrota em 2022 com a liberação dos direitos políticos de Lula. Só lhe resta alimentar o ódio contra o PT e enaltecer o falso patriotismo, o falso amor a família, e a falsa luta contra  a corrupção. E em último caso, a tentativa de derrubar a democracia para se manter no poder.

Com o golpe de 2016 e a saída da presidente Dilma, em momento algum houve ameaça de ruptura, nem de derrubada da soberania das instituições democráticas como querem fazer agora os bolsonaristas com medo de que seu líder não saia vitorioso das próximas eleições. Isso sem falar na possibilidade de acontecer um impeachment - fato esse que não depende exclusivamente das ruas e sim das elites que vivem das benesses do poder.

Enfim, os atos pró-Bolsonaro só demonstram o isolamento político do presidente, pois, os seus apoiadores fazem vistas grossas aos problemas da nação como inflação alta, desemprego, fome, falta de saúde e de segurança e falta de investimentos em ciência e educação. O governo não consegue reagir porque não sabe o que fazer, nem como fazer, está apegado em questões da manutenção do poder como voto impresso, fim das medidas de enfrentamento ao novo coronavírus e fechamento do STF. 

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

ESCRITOR OU DIGITADOR?

 


ESCRITOR OU DIGITADOR?



Entre escrever ou digitar

Não posso abandonar a pena

Já até imagino a triste cena

Da falta de inspiração ao poetar...



Mas, se ao escrever no meu caderno

A tinta impregnada de sentimento

Sente o papel úmido e em detrimento

Oscila entre o calor e o frio do inverno



Procuro, então, digitar o que escrevi

Que parece até que vou reescrever

A musa matar-me-á de prazer

E ainda dirá que eu renasci



Ora, digitada, lida ou quem sabe dita

A mão calejada saberá reconhecer

Que mesmo ao teclar com prazer

Não terá o mesmo sabor da escrita!



Hora, F. J. Carira - SE, 30/08/2021.



COMENTÁRIOS. 

O poema reflete sobre a produção literária, ora escrita a punho, ora digitada. E o eu-lírico demonstra uma amizade com a pena e com a musa, por isso relata sua experiência ao escrever no caderno e depois digitar sua produção escrita.

terça-feira, 24 de agosto de 2021

QUEM É O VILÃO NO AUMENTO DA GASOLINA? Governo federal é o maior arrecadador



Segue abaixo a relação de impostos pagos pelos brasileiros através das três esferas fiscais: União, estados e municípios.

Impostos Federais – São responsáveis por cerca de 60% das arrecadações do país. São eles: IOF, II, IPI, IRPF, IRPJ, Cofins, PIS / Pasep, CSLL, INSS.

Impostos Estaduais: São responsáveis por cerca de 28% das arrecadações do país, sendo eles: ICMS, IPVA, ITCMD.

Impostos Municipais: São responsáveis por cerca de 5,5% das arrecadações do país. São eles: IPTU, ISS, ITBI.

Em resumo, a União fica em média com 60% da fatia do bolo chamado arrecadação, os estados com 28% e a menor parte com os municípios.

Agora veja a composição do preço da gasolina de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP):

27,9% – tributo estadual (ICMS)
11,6% – impostos federais (Cide, PIS/Pasep e Cofins)
32,9% – lucro da Petrobras (indiretamente, do governo federal, além dos acionistas)
15,9% – custo do etanol presente na mistura
11,7% – distribuição e revenda do combustível.

Análise


É fácil para quem arrecada 60% isentar 11,6%, mas, para quem arrecada 28% reduzir a zero é ficar sem receita alguma em uma dos produtos mais consumidos no país. Mas, não é só isso, o preço da gasolina na fonte, ou seja, o lucro da Petrobras é o maior, chegando a quase 33%. Juntando com o custo do etanol e o custo da distribuição e revenda somam 60,5%. E pressupõe-se que governo federal só isenta os impostos porque indiretamente já lucra através da estatal (Petrobras). Apesar disso, a culpa não é da Petrobras, mas, da política econômica.

Então, qual a solução para os estados que só tem o ICMS como principal fonte de imposto de arrecadação direta?

A redução da alíquota representaria uma queda real no preço dos combustíveis, mas, sendo o ICMS a receita mais importante dos estados, logo se pensaria em outras formas de arrecadação para compensar as perdas, com o aumento, por exemplo, de outros impostos. Com isso, somente uma reforma tributária seria possível fazer mudanças que impactassem significativamente os preços. 

Que dizem os especialistas?

Segundo Uallace: "O discurso do Presidente da República é, na verdade, uma cortina de fumaça para não discutir o verdadeiro problema do elevado preço dos combustíveis no país, qual seja: a política de Paridade de Preços de Importação (PPI) da Petrobras e o desmonte da cadeia produtiva da Petrobras. O Presidente da República, lamentavelmente, tenta responsabilizar os governadores pela crise dos preços dos combustíveis, como também já fez em relação a outras problemáticas no país, como a crise da Covid." E mais: "Atualmente, o Conselho Administrativo da Petrobras, basicamente, representa os interesses dos acionistas de curto prazo e dos fundos financeiros, e até de grupos de importadores de derivados, os quais pressionam a diretoria da Petrobras para acelerar os reajustes dos preços dos combustíveis." (Fonte: Quatro Rodas)

Conclusão

O grande impacto da alta de preços (inflação) será sempre nos assalariados, pois, diminui o poder de compra e consequentemente acarreta dificuldades financeiras na manutenção do custo de vida. Apesar de ser um valor significativo, a redução do ICMS não fará muito efeito no bolso do consumidor final, pois, a cadeia de impostos e a política econômica é que definem o preço desde a saída das refinarias ao que é cobrado na bomba. Portanto, não são os governadores os culpados, pelo menos não são os únicos, afinal o preço é resultado da negociação da estatal através de seus acionistas com os grupos de importadores. 



quinta-feira, 5 de agosto de 2021

POR QUE AINDA NÃO SE FEZ O CONCURSO DA CÂMARA MUNCIPAL DE JAPARATUBA?


Segundo dados do Sistema de Acompanhamento da Gestão dos Recursos da Sociedade (SAGRES), na Câmara Municipal de Japaratuba há 51 servidores, todos, temporários. E isso torna o órgão apto a um sistema de clientelismo e uso da máquina pública para benefício próprio, pois, viola, em tese, os princípios da Impessoalidade, Moralidade, Proporcionalidade e Eficiência. O que isso quer dizer?

Os "empregos temporários" imprimem no serviço público a cara de cada legislatura com o pessoal de cada mesa diretora e seus vereadores, ou seja, deixa de ser impessoal para assumir interesses dos grupos que estão alocados no poder.

A empresa pública se reveste de empresa privada com patrão e empregado e assim compromete a moralidade do poder legislativo que agrega seus aliados numa redoma como "sacrifício" para desfrutar das benesses do poder. 

Mas, a pergunta é uma só: POR QUE AINDA NÃO SE FEZ O CONCURSO DA CÂMARA MUNCIPAL DE JAPARATUBA?

Primeiro, porque a temporalidade tomou um tom cultural e o esquecimento da população sobre o real papel do poder legislativo, inclusive no tratamento político-administrativo do parlamento. 

Segundo, porque a ausência do concurso fortalece o clientelismo e o poder de barganha dos parlamentares, principalmente para angariar votos em período eleitoral.

E terceiro, as leis que regem a própria casa e o município estão tão defasadas ao ponto de criar uma "ditadura" do poder legislativo e sustentar uma "imunidade" parlamentar que consegue distanciar a "casa do povo" do povo. Ou seja, tudo não passa de fachada.

E mais, não é de agora que se tem alertado o poder legislativo sobre essa necessidade e simplesmente é feito vista grossa, mas, a tribuna "livre" tem regulação. E os representantes do povo como sempre demonstram sua inércia para com o seu real papel e "legislam em causa própria"!

É preciso a sociedade civil organizada bater forte nessa tecla e dar publicidade às ações da câmara que venham a prejudicar a municipalidade. Não se fez concurso ainda porque os vereadores estão preocupados com seus interesses em detrimento da vontade popular (que está acomodada).

O Ministério Público de Sergipe publicou em 12 de Março de 2021, as ACPs nº 20217200183 e 202172200125 (acessar o link: MPSE ajuíza Ações para que os Municípios e as Câmaras de Vereadores de Japaratuba e Pirambu realizem concursos públicos – Ministério Público de Sergipe ), dando prazo de 90 dias para que os referidos concursos, Japaratuba e Pirambu, sejam realizados, porém, até o momento já quase completando 120 dias ainda não houve uma manifestação oficial do Poder Legislativo sobre a Ação Civil Pública.

Parece que os governistas querem que a população entendam essa atitude como perseguição e resistam ao concurso como vem fazendo desde que a casa foi fundada que, segundo o MP/SE, "...jamais promoveram nenhum certame...".

Nas redes sociais, muitos tem se usado do ceticismo diante da "lentidão" da justiça em se fazer cumprir a lei e tentam "ridicularizar" aqueles que cobram o que é seu de direito. 

domingo, 1 de agosto de 2021

VOTO IMPRESSO NÃO SIGNIFICA QUE AS ELEIÇÕES SERÃO LIMPAS NEM DEMOCRÁTICAS


O conceito de eleição limpa e democrática vai muito além de "voto impresso". As eleições de 2018, não foram limpas nem democráticas por vários motivos, mas, apontaremos dois principais: a disseminação de "notícias falsas" e a prisão do ex-presidente Lula. 

Está escrachado o mesmo medo que se tinha de uma vitória do PT, com a candidatura de Lula, líder das pesquisas de intenção de voto naquele pleito. Naquele ano, o único impeditivo para a vitória do partido foi a prisão do petista, mas, dessa vez com os direitos políticos restituídos, Bolsonaro e seus apoiadores temem a possibilidade de derrota em 2022.

E a estratégia agora é por em cheque o processo eleitoral que o elegeu presidente em 2018 - o voto através das urnas eletrônicas. E, como sempre, atacar o "comunismo" e o socialismo que nunca foram implantados, de fato, no Brasil. 

O projeto "antipetista" foi levado às últimas consequências no Brasil, elegendo Jair Bolsonaro, seguindo uma "onda mundial" de antissocialismo como ocorreu nos Estados Unidos com a eleição de Trump. Existem chefes de estados que abençoam suas nações e geram bem estar social, mas, o que vimos e estamos vendo é que grande parte dos atuais presidentes causaram o caos e a resposta foi a pandemia do covid-19 que já ceifou no Brasil mais de meio milhão de vidas.

Existem um grupo que usam a máquina pública para "travar" e "destravar" qualquer gestão pública no Brasil e através do tráfico de influências "exigem" vantagens pecuniárias para a aprovação de leis, projetos e liberação de recursos.

Esse mesmo grupo é fruto do clientelismo e da barganha política que "sujam" as eleições. Por isso, o voto impresso será apenas uma estratégia que busca abrir espaço para que Bolsonaro e seus apoiadores questionem uma eventual derrota na eleição presidencial de 2022.

Não pensem que será em nome da "honestidade" e da "democracia". O atual presidente quer "conduzir" as massas através da excitação das paixões mais sórdidas do brasileiro, tanto os "ricos" como os "pobres de direita", pra isso está usando a possibilidade de eleições com voto impresso. E mais, ao contrário do que é afirmado por Bolsonaro, o sistema é auditável.

Portanto, a implantação do voto impresso por si só não garantirá que as eleições serão limpas e democráticas. Fraude foi o golpe sofrido pela ex-presidente Dilma Roussef em 2016 e as eleições sem Lula em 2018. Os motivos foram pessoais, gerados através do ódio e do ressentimento das pessoas e dos políticos que amam o poder e dele dependem para "sobreviver".