quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

DESENQUADRAMENTO DO SIMPLES NACIONAL PELA SEFAZ/SE PIORA SITUAÇÃO DO MEI



Se um MEI está com dificuldades para pagar um imposto estadual ou gerir uma PJ mesmo com a legislação sem exigir contabilidade, nem emissão de notas para consumidor, imagine o transtorno e o prejuízo causa com a desenquadramento do Simples Nacional.

A Secretaria da Fazenda de Sergipe, ao desenquadrar um MEI repercute negativamente a atividade e a rotina da empresa, essa decisão causou um grande impacto negativo financeiro e econômico para a região já que o MEI é uma política pública de inclusão social e empresarial.

Atualmente, essa atitude demonstra a fragilidade do suporte fiscal que o Estado de Sergipe através da SEFAZ vem dando ao MEI e às pequenas empresas. Primeiro, foi a exigência do alvará que era um empecilho para as atividades que não oferecem risco. Segundo, a resistência em se adaptar à simplificação dos cadastros e emolumentos para o Microempreendedor Individual.

Esperamos que esssa situação mude, caso contrário o pequeno empreendedor começará a ter medo da formalização, uma vez que a política pública do MEI veio para facilitar e não para dificultar a vida do pequeno empreendedor. 

Empresas desenquadradas, assim como também o MEI tem até o dia 31 de Janeiro de 2025 para regularizar a situação e retornarem ao Simples Nacional. 

Mais informações: Autorgularização SEFAZ

domingo, 19 de janeiro de 2025

A DESINFORMAÇÃO COMO IDEOLOGIA DE DOMINAÇÃO


O que são IDEOLOGIAS DE DOMINAÇÃO? Em síntese, são um conjuntos de ideias que visam beneficiar uma classe social (geralmente a burguesia) em detrimento de outras (classe média e os pobres), fazendo com que a dominação não seja percebida. Isso se dá porque a ideologia dominante passa a ser um interesse individual mascarado com mentiras que a população ou classe social dominada entenda como sendo de interesse coletivo.

De que se alimenta a Desinformação? O termo Fake News, ou notícias falsas, ganhou força mundialmente em 2016, com a corrida presidencial dos Estados Unidos, época em que conteúdos falsos sobre a candidata Hillary Clinton foram compartilhados de forma intensa pelos eleitores de Donald Trump. Então, a desinformação se alimenta da confança de grupos de pessoas seguidoras de perfis ou personalidades de grande influência no cenário político e econômico que ao disparar mensagens falsas, misturadas com informações verdadeiras passam a dar impressão de que a fonte é confiável.

A maioria das notícias falsas são recortes de notícias, manipulações de imagens, utilização de inteligência artificial para criar cenários e falas típicas para que vinculada a uma fonte confiável torne a mentira uma "verdade".

Consequências das Fake News: 


Linchamento de inocentes; 
Questões de Saúde Pública;
Crises Políticas e Econômicas;
Homofobia
Preconconceito e Xenofobia
Legitimação da Violência.

Fake News não é nada novo, foi intensificado no período nazi-fascista na Alemanha e na Itália. Por isso, o crescimento da extrema direita e do fascismo como ideologia de dominação. Há uam rede de financiamento dessas informações com disparos em massa via mídia digital. 

Recentemente tivemos a famosa "crise do Pix", uma tragicomédia moderna recheada de ignorância, desinformação e resistência de algumas classes sociais ao combate à sonegação fiscal. Pessoas com formação acadêmicas acreditando nas mentiras disseminadas contra o governo e uma grande quantidade de pessoas sem qualificação se orgulhando de serem ignorantes.

Na verdade, a Fake News se sustenta em um bode expiatório, inimigo e causador de todos os problemas e apelam para o lado emocional do leitor/espectador. Um exemplo clássico é o discurso da extrema direita: o inimigo é a esquerda! O bolsonarismo hoje é uma das principais fontes de notícias falsas mais comuns no Brasil. 

E você, em quem acredita: num vídeo postado na internet sobre uma medida do governo ou no site oficial do governo?

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

TRADIÇÃO CENTENÁRIA: Pífanos de Geração em Geração participa de evento em Japaratuba

Foto: Flávio Hora

A Banda de Pífanos de Geração em Geração surgiu na comunidade de Encruzilhadas, remanescente da Família Hora que moravam próximo ao Riacho do Poxim, em meados do século XIX e com maior ênfase a partir início do século XX, portanto somam mais de 1 século de tradição. 

Segundo o Mestre Gibras (in memorian) que foi o maior defensor da cultura japaratubense, atestou com as demais bandas de pífanos como a de Badajós e a de São José e constatou a antiguidade da Banda de Pífanos de Geração em Geração. 

No último domingo, 05 de janeiro de 2024, na cidade de Japaratuba, a banda se apresentou na Avenida e no palco principal do evento. Contando com apenas o quarteto tradicional por conta da maioria serem idosos, o grupo seguiu pelas ruas da cidade, saindo do colégio Emiliano e culminando no Alto do Lavradio. 

Atualmente, o mais velho que está na ativa é Loló, apelido de Ubaldo Pereira de Jesus. Tem os tocadores que devido à idade estão inativos como Aguinaldo e Gelvácio. Os demais são: Franklin de Jesus Hora, Ivanildo Souza de Jesus (mais conhecido como Poeta Afamado), Manoel, Fernando Rocha e Alberto. 


Em Setembro de 2023 a banda perdeu o seu principal Mestre e maior tocador de pífanos de todos os tempos, incluindo a zabumba e a caixa, Jailson da Hora Santos (1956-2023). Antigamente, as famílias tinham seus "santos padroeiros" e as novenas eram feitas pelas famílias e a vena (ato de veneração) eram feitos pelas bandas de pífanos. Em Encruzilhadas na casa de D. Caçula, no Sibalde na casa de Seu Humberto do Jirau, Zé Salú e Antônio do Ouro. Em Varzea-Verde na casa de D. Adília, nos Possões na casa de Zé dos Possões ou Zé Matilde, na Pirunga na casa de Zé de Niculau. 



segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

POR QUE JAPARATUBA FICA NO VALE DO COTINGUIBA E NÃO NO VALE DO JAPARATUBA?

Imagem: site da PMJ


Segundo o sítio do Município de Japaratuba na web, a cidade fica no Vale do Cotinguiba. E até hoje a imprensa e a mídia classificam a região como sendo nas proximidades do rio que nasce na divisa dos municípios de Areia Branca e Laranjeiras e desemboca no rio Sergipe, na divisa dos municípios de Laranjeiras e Nossa Senhora do Socorro, tendo aproximadamente 50 km de extensão.

Já o Rio Japaratuba tem, aproximadamente, 92 quilômetros de extensão, sendo a menor  bacia do estado de Sergipe. Trata-se do rio que banha as terras do município de Japaratuba, e, no entanto, não se fala no Vale do Japaratuba, o rio que nasce na serra da Boa Vista, na divisa entre os municípios de Feira Nova e Graccho Cardoso e deságua no oceano Atlântico, no município de Pirambu. 

Supõe-se que a fama do Vale do Cotinguiba, historicamente, englobe Japaratuba ter sua origem na antiga região canavieira de Laranjeiras, sendo que Capela foi desmembrada de Santo Amaro das Brotas e posteriormente Japaratuba foi desmembrada de Capela o que gerou geograficamente a região da atual Cotinguiba: formado pelos município de Capela, Divina Pastora, Santa Rosa de Lima e Siriri. E o Baixo Cotinguiba por: Carmópolis, General Maynard, Laranjeiras, Maruim, Riachuelo Rosário do Catete e Santo Amaro das Brotas.

Japaratuba é a uma mesorregião composta por: Japaratuba, Japoatã, Pacatuba, Pirambu e São Francisco. Portanto, qual a justificativa de ainda se usar a localização de Japaratuba como sendo no Vale do Cotinguiba? Por ter sido a Cotinguiba uma rica região canavieira e cheia de engenhos? O mais famoso foi o Engenho das Pedras, ficava localizado na região compreendida entre o rio Sergipe e o Japaratuba e pertenceu a descendentes do Barão de Japaratuba, Gonçalo de Faro Rolemberg.

Sabemos que a região da Cotinguiba no século XIX era: Santo Amaro, Socorro, Rosário, Riachuelo, Siriri, Capela, Divina Pastora, Maruim, Japaratuba e Laranjeiras. Nesse caso a Contiguiba não era só uma referência ao rio Cotinguiba, mas, a uma região de prosperidade e exploração econômica com a expansão da cana-de-açúcar. Laranjeiras foi um dos núcleos mais importantes dessa região.

Então, há toda uma história e uma identidade perdida quando ainda se utiliza a localização de Japaratuba no Vale do Cotinguiba e não no Vale do Japaratuba, rio que banha e que dá nome à cidade e à comunidade ribeirinha. Ligar Japaratuba à Cotinguiba signfica lembrar a importância de Laranjeiras no período imperial sergipano e de Capela na atualidade. 

Mas, enfim, Japaratuba que hoje é uma mesorregião, fica onde mesmo? Banhada pelo Rio Japaratuba e sendo Celeiro da Cultura Sergipana ainda está ligada à Cotinguiba canavieira que deu prosperidade a Laranjeiras, Santo Amaro e Maruim, Capela? São questões a analisar e serem vistas e revistas pela sociedade japaratubense!

Vamos futucar?

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

SANTANA DO AGRESTE É SERGIPE OU BAHIA? Cidade fictícia explora cultura sergipana

Foto: Bazilio Calazans/Globo


Quem pesquisa no Google, encontra que a fictícia cidade de Santana do Agreste fica no nordeste brasileiro, especificamente na Bahia por causa de Mangue Seco. Mas, a verdade é que na novela Tieta, a cidade está toda impregnada da cultura sergipana.

A começar pelo cenário do romance abranger também a Praia do Saco, em Estância, foi feita a  reprodução do calçamento das ruas de Laranjeiras, em Sergipe, em fibra de vidro por artesãos locais. E ainda tem mais: a equipe de produção utilizou objetos e imagens de santos feitos por artistas sergipanos na decoração dos cenários. 

Essas decorações são vistas na casas, principalmente na pensão de D. Milú, na casa de Perpétua e na casa de Modesto Pires.

Então há uma mistura dos dois estados, pois, o povoado de Mangue Seco, na Bahia, que fica na divisa com Sergipe, foi um dos locais de gravação da novela.

Foto: Divulgação/TV Globo 


Mas, afinal, onde fica Santana do Agreste?


Em Indiaroba, especificamente no povoado Pontal, fica a referência turística para visitar Mangue Seco, na Bahia, através da extensão do Rio Real que faz divisa entre os estados.  Mas, Santana do Agreste, tanto era próxima de Aracaju como de  Salvador, sendo que alguns de seus personagens viajaram para A capital sergipana, o advogado Marcolino Pitombo e sua esposa, por exemplo.

Segundo a placa da marinete de Jairo, a "princesinha do agreste", Santana do Agreste fica em Sergipe. Outra prova é a carta de Carmosina para Tieta. 



Logo no primeiro capítulo, onde Tieta jovem desfila com seu traje escolar e todos a chamam de "cabrita", aparece Jairo fazendo manutenção na sua princesinha... E na placa, verifica-se claramente a sigla SE (Sergipe) e não BA (Bahia). 




No terceiro capítulo, Carmosina envia uma carta pra Tieta e adivinhem o remetente de que cidade é? E o selo?




Já no começo da novela já está a prova de que Santana do Agreste é uma cidade fictícia que fica em Sergipe, na Divisa com a Bahia, especificamente às margens do Rio Real estendendo-se a Mangue Seco. 

Para tirar a dúvida só lendo Tieta do Agreste de Jorge Amado, mas, pelo visto Santana do Agreste está mais para Sergipe do que para a Bahia. 

Mas, há quem diga que sendo Santana do Agreste uma cidade sergipana, seu território supostamente seria no municipío de  Cristinapólis por causa de ter como limite o Rio Real e a cidade de Jandaíra na Bahia. 

Acessem: MEMÓRIA GLOBO e fiquem por dentro da novela Tieta.

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

POESIA BREJEIRA: Afinal, existe?


Imagem: Pixabay


Sim, existe. E o poeta Ovídio é conhecido como "o poeta brejeiro". Trata-se de uma poesia que se caracteriza por um tom mais leve, brincalhão e até mesmo irreverente, utilizando a linguagem de forma mais coloquial (popular) e muitas vezes com um toque de humor ou ironia, sendo o riso um elemento fundamental da poesia brejeira para criticar os costumes e a sociedade.

Poetas brejeiros são os poetas populares, brincalhões, irônicos, eróticos. Sua poesia é o cotidiano, os acontecimentos e os amores leves e passageiros. O ambiente geralmente é bucólico, pastoril. 

Características da poesia brejeira:

  •  Linguagem informal: Palavras e expressões do dia a dia, gírias e regionalismos são comuns.
  • Humor e ironia: A brincadeira com as palavras e situações do cotidiano é uma marca registrada.
  • Temas diversos: A poesia brejeira pode abordar desde o amor e a paixão até temas mais cotidianos e até mesmo políticos.
  • Influências da oralidade: Muitas vezes, a poesia brejeira tem raízes na tradição oral, como as cantigas populares e os repentes.
  • Poesia popular brasileira: A poesia de cordel, os repentes e as canções populares brasileiras são ricos em exemplos de poesia brejeira.

 Poetas contemporâneos

Muitos poetas contemporâneos exploram a poesia brejeira, como forma de renovar a linguagem poética e aproximar a poesia do público. Há quem diga que alguns cantores da música popular brasileira são considerados partes da poesia brejeira.

  • Catullo da Paixão Cearense: Um dos mais populares, suas letras para músicas como "A Flor do Maracujá" são exemplos clássicos de poesia brejeira, com rimas ricas e um humor bem brasileiro, retrata a vida do sertanejo com humor e simplicidade.
  • Patativa do Assaré: foi um poeta popular brasileiro que se destacou pela sua poesia brejeira, voltada para a cultura popular. As suas obras apresentam lirismo, caráter popular e crítica sociopolítica.
  • Aluísio Azevedo: O autor de "O Cortiço" também explorou o lado mais popular da linguagem, com poemas que satirizavam os costumes da época e a vida nas grandes cidades.
  • Mário de Andrade: Embora mais conhecido por seus poemas modernistas, Mário de Andrade também escreveu versos mais leves e populares, explorando a musicalidade da língua portuguesa
  • Autores populares: A poesia brejeira também se encontra nas letras de muitos compositores populares brasileiros, como Cartola, Noel Rosa e Zé Ramalho.

domingo, 20 de outubro de 2024

20 de Outubro: DIA DO POETA


Origem: No dia 20 de outubro de 1976 surgia o Movimento Poético Nacional na casa do jornalista, romancista, advogado e pintor brasileiro Paulo Menotti Del Picchia, onde à partir daí celebra-se em 20 de outubro, o Dia do Poeta. Dentro do mesmo mês, no dia 31 de outubro, comemora-se o Dia Nacional da Poesia. 


O que é o Poeta?


Considera-se Poeta (o feminino pode ser poeta ou poetisa) alguém que escreve ou compõe versos, aquele que versifica, verseja ou declama poemas ou poesias. Poema é toda obra em verso. Verso é uma estrutura de texto composta, geralmente, por metro, ritmo e rima. Considerando que o verso seja a estrutura textual, nem todo poema é poesia. Na prosa, o termo descreve tanto a estrutura como o conteúdo.

Existem três tipos de poesias: a lírica, a épica e a dramática. Geralmente, são mais conhecidos os poetas líricos, ou seja, aqueles que expressam seu sentimento para despertar emoções no leitor. A fruição é o ato de apreciar a poesia. Ainda existe a poesia popular ou a "poesia de cordel", cujo caracterísitca principal é a linguagem popular, sendo o poeta chamado de "cordelista".

Poesia ou lirismo?


O lirismo é a poesia "autobiográfica" ou subjetiva, onde o poeta pode falar de si, ou seja, ser ele mesmo quem fala diretamente, ou pode "fingir" usando um outro eu, o eu-lírico ou eu-poético. 


Por que Chamam de Poesia
                                          F. J. Hora

Por que chamam de poesia
Tudo que há de lindo e sublime
E não só o que a tinta imprime
No papel, o sonho e a alegria?

E também a mulher tão formosa
Que sua natureza é como a flor
Chamam de sinônimo de amor
A poesia mais esplendorosa

Chamam dessa essência pura
Das letras toda a emoção
Que cantam a melhor canção
Como um troféu de cultura

Mas, mesmo sem a arte apreciar
A sensibilidade que inspira
A poesia é a palavra na mira
De quem quer encantar!



Prosa poética


Como falamos anteriormente, a estrutura textual mais comum da poesia é o verso, mas, a poesia (conteúdo) pode também se apresentar em prosa. A dúvida reside no fato de que o nome prosa serve para definir tanto a forma como o conteúdo. 

O romance Iracema, de José de Alencar, é predomiantemente prosa poética, ou seja, utiliza recursos de poesia, mas, mantém a estrutura de parágrafos sem métricas, ritmos ou rima. 

Poesia Falada


Geralmente, é uma poesia mais "dramática", mas, pode ser um gênero escrito para a declamação em público com a utilização de recursos cênicos. Em Sergipe, popularizou-se o gênero por causa dos famosos concursos ou festivais, onde premia-se a perfomance do "intérprete", muitas vezes, em detrimento do texto poético. Geralmente, tem cenário para ajudar na interpretação e infleunciar na avaliação da "melhor apresentação". 

Apresentação do Jovem Davi (2012)