Hoje o portal faz uma pausa nas análises técnicas para celebrar a raiz de tudo: a Mãe. ❤️
Por: Flávio Hora
10 de maio de 2026
Neste domingo, o Brasil faz uma pausa para celebrar a figura materna. Para muitos, é um dia de flores e almoços em família; para nós, que buscamos na escrita a essência do "Originalismo", o Dia das Mães é, acima de tudo, a celebração da nossa primeira matriz cultural.
A mãe é a primeira narradora que conhecemos. Antes dos livros, antes dos portais de notícias e antes das complexas análises contábeis, foi o timbre da voz materna que nos apresentou o mundo. Em Sergipe, e especialmente no interior, essa voz carrega o sotaque da terra, o ritmo das nossas festas e a resiliência de quem sustenta a identidade de um povo no dia a dia.
Das lições da vida, aprender a rezar, ouvir histórias de Trancoso, nada é mais gratificante do que nossa mãe ser nossa primeira professora, inclusive a a alfabetizção. Ah, ser filho de professora é bom demais. Você já entra na escola sabendo ler e escrever.
A Mãe como Guardiã do "Originalismo"
No manifesto que estamos desenvolvendo, defendemos o retorno às raízes. E quem, senão a mãe, é o tronco principal dessa árvore? Ela é quem preserva as tradições, quem mantém vivo o folclore nas cantigas de ninar e quem transmite os valores que o tempo não pode apagar.
Escrever sobre nossas mães é escrever sobre a história de Japaratuba e do Vale do Cotinguiba. Cada crônica, cada soneto que rima com saudade ou com esperança, tem um pouco dessa herança materna. Elas são as revisoras invisíveis do nosso caráter e as musas silenciosas da nossa poesia mais profunda.
O Cuidado que se Transforma em Legado
Neste dia, o meu olhar de escritor e contador se volta para o imaterial. O valor de uma mãe não entra em balanços financeiros, pois seu rendimento é o futuro que ela planta em cada filho. Na nossa região, onde a vida muitas vezes exige a força de uma guerreira, celebrar o Dia das Mães é reconhecer que a nossa maior riqueza não está nos fundos públicos, mas na base familiar que nos permite voar sem esquecer de onde viemos.
Seja através da prosa psicológica ou da poesia regionalista, hoje rendemos homenagens àquelas que nos deram a vida e, com ela, a capacidade de sonhar. Que este 10 de maio seja um convite para "ler" as histórias das nossas mães com o mesmo zelo que dedicamos aos grandes clássicos. Afinal, a biografia de cada um de nós começa no coração delas.
O que seria do japaratubense, do sergipano e do rapaz sonhador do interior se não fossem as mães? Por isso, estamos silenciando por um instante as análises técnicas e o turbilhão das notícias para prestar a mais justa das homenagens. No balanço final da vida, existe um ativo que é imensurável, um patrimônio que não se deprecia e uma herança que não se conta em moedas, mas em afetos: a Mãe.
Para nós, que defendemos o Originalismo — esse retorno às raízes e à essência da alma humana —, a mãe é a raiz primeira. Ela é a biógrafa silenciosa dos nossos primeiros passos e a revisora paciente dos nossos maiores erros.
A Guardiã da Identidade
Nas terras do Vale do Cotinguiba, a figura materna assume uma força quase mitológica. Ela é a guardiã das tradições, aquela que mantém acesa a chama da cultura regional nas cantigas, nas receitas passadas de geração em geração e na resiliência que define o povo de Japaratuba. Se hoje escrevemos crônicas e sonetos sobre o que somos, é porque um dia fomos lidos e amparados pelo olhar de uma mãe.
O Manto do Cuidado
Assim como o artista plástico borda o seu mundo para que ele não se perca, a mãe borda em nós os valores que levamos para a vida inteira. Ela é a nossa primeira escola, o nosso primeiro porto seguro e o incentivo para que possamos voar, sempre sabendo que há um ninho para onde voltar.
Neste dia, rendemos graças a todas as mães guerreiras de Sergipe. Àquelas que estão presentes, cujo abraço é o melhor refúgio; e àquelas que se tornaram memória e poesia, continuando a guiar nossos caminhos através do exemplo e da saudade.
Um Brinde à Vida
Que cada filho possa, hoje, dedicar um tempo para "ler" o coração de sua mãe. Que possamos reconhecer nelas a arte mais pura e a gestão mais eficiente: a de criar seres humanos com amor e dignidade.
A todas as mães de Japaratuba e do mundo, o nosso reconhecimento e o nosso mais profundo afeto.
"Se a poesia é o canto da alma, a Mãe é a melodia que a ensina a cantar."
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