terça-feira, 25 de agosto de 2026

O Ilusionismo do Estado Mínimo e a Usurpação do Futuro Social

Segurança e estado mínimo no centro da agenda, com desafios na gestão social, e que desafios!


Imagem meramente ilustrativa


As diretrizes do programa de governo do pré-candidato Romeu Zema traçam um diagnóstico claro sobre a orientação econômica e institucional que ele pretende impor ao país. A plataforma combina medidas de desestatização radical, rigidez no combate ao crime e acenos políticos ao campo conservador, desenhando um modelo de gestão focado na redução do papel do Estado na economia e no endurecimento penal.

Defensores do período destacam a estabilização da moeda com o Plano Real e as reformas estruturais como marcos para a modernização da economia. Críticos, por sua vez, apontam o custo social das privatizações, o aumento do desemprego e a dependência do endividamento público no período.

Todos esses modelos se esgotaram no governo FHC, o que abriu as portas para a conciliação de classes e a chegada de um ex-operário ao governo e não ao poder (o poder continua nas mãos das elites financeiras). O brasileiro precisa entender os ciclos da economia para não cometer erros do passado. O modelo ostensivo no combate ao crime organizado também não teve êxito, a política armamentista de Bolsonaro foi duramente criticada por setores tradicionais.

Na verdade, Zema, por outro lado, também é crítico ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição. E muitos usam as "poprostas" apenas como escudo, mas, na verdade o grande pilar da direita é o antipetismo. E esse antipetismo não pode ser um "passar pano" para os erros da Direita que responderá "pelos menos, tirei o PT".

Mas, cadê o Social? A experiência histórica demonstra que a agenda social não se esgota em programas assistenciais isolados; exige a integração de investimentos estruturantes em educação, saúde, infraestrutura e qualificação profissional. Tratar a assistência social como mero sinônimo de programas de transferência de renda é um erro conceitual grave. No debate público atual, costuma-se atacar a existência dos benefícios assistenciais como se fossem o problema central do país, ignorando que o atendimento às famílias vulneráveis é um dever constitucional.


Os Quatro Pilares da Plataforma


Os eixos centrais de sua proposta se sustentam em quatro pontos prioritários:

  • Privatização de Empresas Estatais: Venda de companhias públicas federais, incluindo ativos estratégicos do setor de energia e petróleo, sob a premissa de desonerar o caixa público e atrair investimento privado.

  • Classificação de Facções como Organizações Terroristas: Enquadramento jurídico das grandes organizações criminosas na legislação antiterrorismo para endurecer penas e ampliar mecanismos judiciais e policiais de contenção.

  • Anistia aos Condenados do 8 de Janeiro: Concessão de perdão ou revisão judicial para as pessoas responsabilizadas pelos atos ocorridos nas sedes dos Três Poderes em 2023, sob o argumento de contestar a condução dos julgamentos no Supremo Tribunal Federal.

  • Manutenção do Poder de Compra do Salário Mínimo: Garantia de reajuste do piso nacional ao menos pela taxa oficial de inflação, condicionando eventuais ganhos reais acima desse índice ao equilíbrio das contas públicas e ao desempenho do PIB.

O Equívoco do Reducionismo Social


No Jornal Nacional de ontem, Zema disse pra que está e para que veio: para privatizar empresas estatais, classificar facções criminosas como organizações terroristas, anistiar condenados pela tentativa de golpe de Estado de janeiro de 2023 e manter o poder de compra do salário mínimo. E na área socia... E terá? Sim, terá. Pasmem: a reformulação de programas de transferência de renda e a exigência de contrapartidas educacionais e profissionalizantes para beneficiários. Não é uma "má" ideia, mas, justiça social não é só isso. 

No debate sobre políticas públicas, surge uma questão conceitual fundamental: o equívoco recorrente de tratar a assistência social como sinônimo exclusivo do Programa Bolsa Família. Como apontam análises anteriores, a transferência direta de renda representa apenas uma das engrenagens da proteção social prevista na Constituição.

Essa é uma questão recorrente quando se compara governos de direita com os de esquerda. A Direita quer o Estado mínimo e a Esquerda... Ah, a esquerda. Dizem que o problema é o Bolsa Família. Sempre essa velha história. Mas, a Assitência Social é um direito constitucional, se algo está errado, é a Constituição.

Os parlamentares estão fazendo seu real papel que é legislar e fiscalizar o Executivo? O povo sabe o que significa para que eleger um parlamnetar? Se o governo precisa governar...

Do outro lado vem o Poder Legislativo. Esse, agora manda (de fato, não de direito) no Orçamento através das emendas impositivas e das chantagens co Poder Executivo. Enquanto a maioria pensa só no Executivo, achando que "mudar" só o Presidente, irá mudar o governo como um todo. Doce Ilusão. O Congresso usurpa o orçamento e o Governo paga a conta. Mas, querem dizer que o problema é o Bolsa Família. E quando não existia Bolsa Família, de quem era a culpa?

A emancipação das famílias vulneráveis depende da articulação entre segurança alimentar, acesso à saúde, universalização da educação em tempo integral e programas eficientes de qualificação profissional. Condicionar a saída da pobreza apenas à imposição de exigências ou a bônus de transição sem estruturar serviços básicos essenciais reduz a complexidade da assistência social e ignora o papel estruturante do Estado em garantir oportunidades reais no mercado de trabalho.

Para consultar as propostas registradas e informações oficiais sobre o pleito, acesse o Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A Justiça sem Parcialidade e a Verdade no Tratamento do Próximo

Nesta terça-feira, 25 de agosto de 2026, a sabedoria milenar de Provérbios faz um alerta firme contra o uso de dois pesos e duas medidas nas nossas relações e escolhas diárias. Descubra por que a transparência e a igualdade de tratamento são marcas inegociáveis de quem anda na verdade e tem compromisso com a justiça de Deus.





“Aos olhos do Senhor, os pesos falsos são uma abominação, e a balança enganosa não é boa.”

Provérbios 20:23



No versículo 23 do capítulo 20 do livro de Provérbios, o sábio Salomão recorre a uma prática comercial muito comum no mundo antigo para ensinar uma lição moral profunda e atemporal. Naquela época, os comerciantes desonestos costumavam carregar na sua bolsa dois conjuntos de pedras que serviam como peso para a balança: um peso mais leve para usar na hora de vender o produto e um peso mais pesado para usar na hora de comprar das pessoas simples. No texto original em hebraico, a expressão usada para descrever os pesos falsos é 'even va'even, que significa literalmente "uma pedra e outra pedra", ou seja, a duplicidade, a falsidade e o uso de critérios diferentes a depender de quem está do outro lado do balcão. O texto bíblico diz categoricamente que essa prática de enganar e ter dois pesos e duas medidas é uma abominação (to'evah) para o Criador, pois fere gravemente a justiça, a transparência e o respeito ao próximo.

Trazer esse princípio para esta terça-feira, 25 de agosto de 2026, é um chamado urgente à honestidade nas nossas atitudes mais cotidianas, tanto na vida profissional quanto nas conversas da rua e nos julgamentos da vida pública. Em tempos em que a esperteza rápida e a parcialidade são tantas vezes relevadas ou até celebradas, a Palavra de Deus nos lembra de que a verdade não pode ser ajustada conforme a conveniência do momento. O uso da "balança enganosa" acontece no dia a dia quando exigimos rigor absoluto, perfeição e honestidade dos outros, mas arranjamos desculpas esfarrapadas para passar o pano nos nossos próprios erros ou nos desvios daqueles que nos são simpáticos. Ter dois pesos e duas medidas é ser rigoroso com o inimigo e tolerante com o amigo, é cobrar transparência na gestão dos recursos públicos mas praticar pequenos enganos no segredo do comércio ou nos compromissos do dia a dia.

A aplicação prática dessa verdade nos nossos bastidores exige de nós uma postura firme de coerência e imparcialidade. Ao lidar com seus clientes, com seus colegas de trabalho, com sua família ou ao emitir uma opinião na sua comunidade nesta terça-feira, pese todas as coisas na mesma balança da retidão e da clareza. Não use de esperteza para tirar vantagem sobre quem sabe menos, cumpra rigorosamente aquilo que prometeu e seja justo no seu julgamento, sem preferências pessoais ou preconceitos. Quem anda na integridade e usa uma balança justa não precisa viver com medo de ser desmascarado, pois a transparência dos seus atos gera uma reputação sólida que permanece firme com o passar do tempo.

Nesta terça-feira, busque a sabedoria que vem do alto para manter as suas mãos limpas e o seu coração reto em cada decisão. Recuse o atalho da vantagem deshonesta, fuja da hipocrisia de julgar os outros com um critério diferente do que julga a si mesmo e lembre-se de que a verdadeira bênção de Deus repousa sobre a vida daqueles que praticam a justiça com simplicidade e verdade.