TINTA NO PAPEL
F. J. HORA
A pena apenas o papel marcou
Pois, tanto escreveu seu pesar
Que de saudade de poetar
Outra vez no tinteiro carregou
De tinta, que pingou manchando
De palavras sutis, tão grossas
E o poeta no auge da fossa
Foi seu desengano cantando.
E a tinta no papel a escrever
Um estado de alma tão carente
De amor, de algo mais envolvente
Que desse mais que prazer.
Prazer de amar e ser amado
Mas que para isso só bastasse
Que com ele o amor ficasse
Só o espírito ao seu lado.
Tinta no papel foi desenhando
Um poema cheio de poesia
Que ás vezes cansado da monotonia
Em prosa ia tudo registrando!
E assim, canções, odes, elegias
Sonetos, cartas e até romance
Da arte literária cada nuance
Idílios, versos e todas as melodias!
Tinta no papel que registra enfática
O borrifado da pena tão voraz
Que impregna e que também faz
Poesia lírica, épica e dramática
De amores impossíveis e mortais
Devastador, foge ao conceito
A musa despida esquenta o leito
Pois, acabou a tinta e tudo o mais.
In: Cantos da Nova Idade. 2013 Curta nossa fanpage no facebook F. J. Hora
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