sábado, 4 de abril de 2020

POBREZA E DESIGUALDADE SOCIAL: Um pequeno estudo sobre a cultura de pobreza





Sinopse



O contato com a pobreza foi algo marcante para o desenvolvimento da visão de mundo de uma criança que começava a descobrir ou até mesmo fantasiar seu novo mundo; 

Essa cultura de pobreza quebrada pelo acesso à escola, mesmo que atormentada pelas advertências: “estudar é para os ricos” que podem botar os filhos na escola, pobre tem que trabalhar para comer;

A natureza da visão que a sociedade brasileira tem sobre a pobreza bastante ligada à moral, ou seja, são pobres porque não sabem fazer as escolhas certas para trilhar um futuro de sucesso. Baseado nessa visão, a pobreza é um produto social e econômico;

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domingo, 9 de fevereiro de 2020

VOZES DO VAZIO: O Poeta angustiado com a falta de inspiração






VOZES DO VAZIO



Vazio. Esse mal que atormenta

Sinto que o peito não aguenta...

É um acordo indecoroso, sem brio

Entre corpo e desejo, em desequilíbrio

Que à alma amargurada arrebenta.



Cultivo o silêncio nessa zoada

Que confuso, às vezes, me encontro

E sozinho entre mil fico perdido

Sinto assobiar no meu ouvido

Um murmúrio do cérebro em desconforto.



Já não me inspiro de tal modo

Que a pena já está despedaçada

Restando-me apenas rabiscar

Quando raras vezes a alma emocionada

Recorre ao meu estilo, já destreinado

E assim consigo, então, versificar

O que no pensamento deixei marcado!



HORA, F. J. Poesia Originalista. 07/02/2013.



O que preocupa o poeta?


A falta de inspiração vem do barulho infernal, ou poluição sonora. Esse tema recorrente demonstra uma das maiores inquietações do eu-lírico perante a expressão da sua alma. 


O Vazio é da alma do Poeta ou das pessoas ao seu redor?


O vazio das pessoas ao redor toma conta do estado de espírito do poeta, esvaziando-o de tudo o que é criativo, para estacionar no consumismo e na curtição dos que não querem filosofar.

sábado, 1 de fevereiro de 2020

UM BOM PROJETO POLÍTICO tem que ter um executor preparado e honesto.


Na democracia, a vontade popular é quem deve prevalecer. Na prática, os nossos representantes seguem seus "princípios" e fazem da consulta popular um evento para as urnas de 4 em 4 anos. Ou seja, não há um projeto popular que tenha representantes, nem defensores nas três esferas do poder público.

O voto no candidato por carisma ou popularidade tem mostrado grandes prejuízos para o povo brasileiro. Primeiro, porque as promessas não são cumpridas, segundo, porque para ser eleito o candidato precisa de alianças, geralmente as elites do poder econômico, gerando o famoso "rabo-preso"!

Qual o ideal? 

A elaboração de um projeto popular, participativo que contemple as necessidades do povo. O controle  e os movimentos sociais,  juntamente com  a sociedade civil organizada podem e devem ser os pontos-chaves para a indicação de um representante que seja capaz de executar o projeto sem interesses pessoais, nem aceitação de patrocínios eleitoreiros.

Sobre o financiamento eleitoral? 

É de extrema importância que os partidos políticos, principalmente os pequenos, tenham acesso democrático à propaganda eleitoral gratuita, seja em rádio e televisão, seja em periódicos. O importante é fazer com que o seu o projeto atinja o máximo possível de pessoas. Isso, de forma legal, e moral. 

O projeto tem que ser popular, democrático e social. O representante não deve ser somente o que "ganha a eleição", mas, aquele vai cumprir as promessas e ser transparente, pois, suas ações devem ser fiscalizadas, explicadas e justificadas conforme a lei e os princípios da cidadania. 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Prêmio Sesc de Literatura abre inscrições para edição 2020

Publicado em : 24/01/2020 | por Victória Valverde | Agência Comércio | Atualizado em: 24/01/2020



As inscrições para o Prêmio Sesc de Literatura, um dos mais importantes do país, serão abertas na próxima segunda-feira, dia 20. Os autores estreantes podem inscrever suas obras inéditas nas categorias Romance ou Conto. Os interessados têm até 20 de fevereiro para concluir o processo de inscrição, que é gratuito e online. O regulamento completo pode ser acessado aqui.

Ao oferecer oportunidades aos novos escritores, o Prêmio Sesc de Literatura impulsiona a renovação no panorama literário brasileiro e enriquece a cultura nacional. Os vencedores têm suas obras publicadas e distribuídas pela editora Record, com tiragem inicial de 2 mil exemplares. Desde a sua criação, mais de 14 mil livros foram inscritos e 29 novos autores foram revelados.

A parceria com a editora Record contribui para a credibilidade e a visibilidade do projeto, pois insere os livros na cadeia produtiva do mercado livreiro. A premiação foi criada em 2003 e se consolidou como a principal do país para autores iniciantes. No ano passado, houve recorde de inscritos com 1.969 obras, sendo 1.043 romances e 926 livros de contos.

O processo de curadoria e seleção das obras é criterioso e democrático. Os livros são inscritos pela internet, gratuitamente, protegidos por pseudônimos. Isso impede que os avaliadores reconheçam os reais autores, evitando qualquer favorecimento. Os romances e contos são avaliados por escritores profissionais renomados, que selecionam as obras vencedoras pelo critério da qualidade literária.

A relevância do Prêmio Sesc também pode ser medida por meio do sucesso dos seus vencedores, que vêm sendo convidados para outros importantes eventos internacionais, como a Primavera Literária Brasileira, realizada em Paris, o Festival Literário Internacional de Óbidos, em Portugal, e a Feira do Livro de Guadalajara, no México.

Vencedores


No ano passado, o vencedor na categoria Romance foi Felipe Holloway, com ‘O legado de nossa miséria’. A obra narra a história de um crítico de literatura e professor universitário que é convidado para um evento sobre jornalismo literário, numa fictícia cidade do interior de Minas Gerais. Lá ele conhece um famoso escritor cuja obra sempre admirou. Os personagens rememoram suas respectivas carreiras, nas quais os fracassos éticos e estéticos se alternam. Natural de Canindé, no Ceará, Holloway mora desde criança em Cuiabá (MT), onde leciona Língua Portuguesa na rede estadual.

João Gabriel Paulsen foi o ganhador na categoria Conto, com o livro ‘O doce e o amargo’. Ele escreveu uma coletânea de nove contos que tratam das tensões geracionais e os conflitos ocasionados pelos ritos de passagem. Paulsen nasceu em Juiz de Fora (MG), onde mora, estuda Filosofia e escreve desde os 15 anos.

Eles se juntam a um time de vencedores do Prêmio Sesc Literatura, que tem entre suas estrelas Franklin Carvalho, ganhador com o Romance “Céus e Terra”, em 2016, e vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura 2017; a carioca Juliana Leite em 2018, com Romance com “Entre as mãos”, que após a premiação do Sesc, ganhou o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA); a paulista Sheyla Smanioto Macedo, vencedora da edição 2015, com o Romance “Desesterro”, que conquistou o Prêmio Machado de Assis 2016; Marcos Peres, com “O Evangelho Segundo Hitler”, vencedor do Prêmio SP de Literatura 2014 na categoria estreantes; e Debora Ferraz, autora do livro “Enquanto Deus não está olhando”, vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura 2015.

domingo, 26 de janeiro de 2020

A CONTADORA E O POETA: Lançamento do livro está previsto para Fevereiro de 2020.

Nova capa do livro

O romance de F. J. Hora inspirado nas vivências da faculdade, será lançado em Fevereiro de 2020. Muita expectativa em torno da história de dois jovens com estilos opostos. Dois estudantes de contabilidade, porém, ele é um poeta. 

Personagens: 


Karen: A Contadora

Sílvio: O Poeta

Richard: Melhor amigo do Poeta.

Lua: Musa do Poeta (mulher idealizada com símbolo romântico e parnasiano). Apelido de Giullia, descendente de italianos.

Lavínia: Estudante de Engenharia – é apaixonada por Ralf por conta de uma fantasia sexual. No romance, é a única que se relaciona sexualmente com o poeta.

Ralf: Estudante de Direito – não conseguiu ter sua iniciação sexual com Lavínia na primeira vez, mas, no final os dois se relacionam e ela fica grávida.


Sinopse:


É um romance de autoria do escritor F. J. Hora, se passa em uma universidade particular da capital. Um grupo de amigos vivem experiências inusitadas por conta da presença de um poeta no curso de contabilidade.

O ano inicial é 2012, estendendo-se até 2016 com o recebimento da carteira de identidade profissional.

Sílvio é um poeta interiorano que vai estudar contabilidade na capital. Lá conhece Karen, uma aspirante a contadora. Junto com ela, conhece colegas de ensino médio da amiga, Lavínia e Ralf. E no curso, conhece Giulia, por quem se apaixona e a chama de Lua, e, conhece Richard que se torna seu melhor amigo.

Lavínia e Ralf são de outros cursos. Ela de Engenharia, ele de Direito. Apaixonada, eles têm um relacionamento conturbado pela timidez e inexperiência de Ralf, o que acaba por fazer Lavínia tentar conquistar o Poeta.

Toda a narrativa é construída por diálogos em sms, redes sociais ou mensageiros instantâneos e encontros na faculdade.

Karen se encanta pela personalidade intelectual e marcante do poeta, apesar do conflito de ideias e de estilo. Apesar da fama de garanhão (e conquistador) o romance só descreve um envolvimento íntimo do poeta com Lavínia, a morena. A relação entre contadora e poeta fica no amistoso, ela namora Rui e ele se envolve sexualmente com a estudante de engenharia.

Apesar de nutrir um “amor natural”, os dois amigos vivem momentos emocionantes, mas, não evoluem para uma intimidade sexual, o que gera a desconfiança dos colegas e dos amigos sobre seus sentimentos sobre o poeta. O mesmo pode se dizer do artista das letras.

Sílvio tenta uma aproximação com Lua, mas, não é correspondido. Divide o seu tempo entre os diálogos com a contadora, ora sobre contabilidade, ora sobre poesia. No início, tenta resistir a dar um empurrão para que a amiga Lavínia fique com o poeta, mas, depois percebe que o encontro entre os dois será inevitável.

O romance retrata aulas e assuntos de contabilidade e também alguns temas típicos do poeta e o seu estilo literário.

Acontecimentos importantes: Lançamento do livro, semana de extensão e semana de pesquisa, campanha eleitoral, mostra científica, livre iniciativa, premiação do Enade, aula da saudade e formatura, entre outros.

Conflito principal: medo de “se apaixonar” (um pelo outro) dos dois amigos, contadora e poeta. E o amor platônico de Sílvio por Lua.

Conflito Secundário: Lavínia conta a Karen um segredo sobre Ralf. É por causa desse segredo que ela sonha em ter uma noite de prazer com o colega.

Clímax: A viagem de estudos. A viagem resume a aproximação máxima e cumplicidade entre contadora e poeta, deixando a dúvida sobre o que aconteceu entre os dois. Ambos garantem que foi só estudo.

Conclusão: Lavínia acaba ficando grávida, Sílvio ganha o prêmio de primeiro lugar no Enade e Diploma de Honra ao Mérito e os rituais da formatura e do início da carreira profissional.


sábado, 5 de outubro de 2019

OPERADORAS DE CELULAR TENTAM DIFICULTAR MERCADO DE RECARGAS


Imagem: internet


3  das quatro principais operadoras de celular (Claro e Oi  e, agora, a Vivo a partir de 07/10) determinaram que o bônus seja de no máximo 2% para os estabelecimentos que revendem recarga. Essa mudança é obrigatória e afeta todos os aplicativos de recarga do mercado. 

Essa decisão das operadoras é uma ameaça ao acesso democrático à telefonia no Brasil.

O que isso significa para o mercado revendedor de recargas?

Primeiro, o embate das empresas que fornecem recarga com os aplicativos, pois, os terminais oferecem apenas 2% de bônus para os estabelecimentos credenciados, enquanto os aplicativos ofereciam de 2 até 5% acirrando a competitividade. 

Segundo, dificultar o mercado de recargas e  pressionar os seus clientes para que migrem para os serviços controle ou pós-pago. Isso significa uma maior repressão do mercado de recargas no Brasil contra o consumidor.

Qual a solução para enfrentar a crise?

Os usuários migrarem para o pré-pago da operadora que ofertar o serviço mais barato com mais vantagens. 

Qual o problema dos planos controle e pós-pago?

As empresas oferecem valores baixos e aumentam gradativamente, inserindo novos serviços e custos para o cliente. Apesar de poder cancelar, causam transtornos e muita dor de cabeça para entrar em contato com as operadoras. A exemplo de planos que começam por R$ 29,90 e chegam a sofrer reajustes de até 30% após seis meses.

sábado, 31 de agosto de 2019

FUNDO ELEITORAL É UMA AFRONTA AO CIDADÃO QUE PAGA SEUS IMPOSTOS


Recentemente fomos questionados sobre o tema. "O que você acha do Fundo Eleitoral? Você concorda em usar dinheiro público em campanhas políticas?"

Pois bem. O financiamento eleitoral deve ser totalmente controlado e limitado às despesas de material de propaganda. A sociedade deve deixar claro que o principal objetivo do candidato, além do pedido de voto,  é somente um:
  • Fazer com que a sociedade ( e o povo) saiba da sua candidatura e do seu projeto político e social. Isso de forma justa, ética e sem uso ou abuso do poder econômico. Qualquer ação diferente ou contrária se configura segunda intenções e tentativa de fraudar o processo eleitoral
Fraude eleitoral não é somente a manipulação ou intervenção criminosa na contagem dos votos emitidos pela urna eletrônica. A fraude se resume, entre outras,  em três ações principais como: espalhar notícias falsas (fake news), prometer o que não pode e nem vai cumprir e o mais grave de todos, induzir o eleitor a votar iludido em cargos e alianças com as elites.

Estão transformando a coisa pública (que não visa o lucro) em iniciativa privada (que visa o lucro). A exploração capitalista não tem saciedade. O capitalista em sua essência é avarento. O acúmulo de riquezas sempre foi o mal da humanidade, apesar de "natural" pode ser controlado. Para isso, é preciso que a sociedade de forma organizada mude essa realidade.

O Poder Econômico deve ser banido do pleito eleitoral. Uma das primeiras soluções é acabar com o fundo eleitoral, principalmente com uso de dinheiro público. Não precisa ir muito longe, tem que fiscalizar de perto e proibir essa prática imoral de iludir os mais carentes com "pão e circo". Primeiro, porque um pleito eleitoral não pode ser visto como um investimento que precisa ter lucro lá na frente. Segundo, as empresas devem trabalhar e colaborar com o poder público de forma complementar e não para "enriquecerem" às custas do erário público.

Fundo eleitoral só serve para os famosos "conchavos" que brilham os olhos dos eleitores que só participam da política em busca de "vantagens". No entanto, se limitado à publicidade e, fiscalizado na íntegra, democratiza o acesso aos recursos para que candidatos "carentes" tenham as mesmas oportunidades que os mais abastados.

Conclusão: respondendo às duas perguntas iniciais. O Fundo Eleitoral é um incentivo à fraude através do sufrágio universal e o uso de dinheiro público em campanhas eleitorais é uma afronta ao cidadão de bem (no conceito humanitário e não capitalista) que paga seus impostos.